segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Uma canção pra vocês

(de um século atrás)

Podia pensar em mil coisas pra escrever aqui.
Frases motivacionais, textos gigantescos, como acho que já fiz.
Mas a intenção basta... Então, eu só tenho que convidá-las a remar comigo.
Remar contra essa maré de melancolia que nos puxa cada vez mais para baixo, contra esse desespero de crescer e de ter infinitas responsabilidades, contra esse oceano de incertezas.
O lago da tristeza encanta; é desesperador não conseguir desviar os olhos.
Porém, há sempre um brilho de estrela que nos cativa, um uivar de urso que nos tira do sono profundo, um abraço caloroso de amigas que se conhecem tanto quanto é possível na vida.
Muitas brigas, muitos desencontros, muito cansaço, muito caos.
É tudo isso o que a gente é, mas somos bem mais também... Somos um formados de muitos. Ka-tet.
Somos esponjas encharcadas do mundo, saturadas da vida que nos rodeia e nos pisa, e pisa aos outros, também.
Queremos desesperadamente mudar, mas não sabemos como.
Ora essa, é tão simples. É? Vamos fazer uma lista com nossos prós e contras. Qualquer coisa é válida para sair da nossa esmagadora rotina.
Acho que no fundo não estávamos preparadas pra isso. Sair do nosso mundo particular, por mais simples que pareça, cansa. Faz-nos pensar demais. Faz-nos querer voltar a ser criança e discutir coisas pequenas como maquetas malfeitas e fanfics de bandas.
A vida é uma só, mas nós temos 5 para sucumbirmos junto. E também para nos erguemos junto. Coincidência? Destino? Ka?
Se isso é algum tipo de provação, acho que nós já vencemos...

Nossa missão é continuar a nadar, é buscar o que é novo, o que nos faz sentir vivas e amadas.
Somos tão diferentes, mas nossos quebra-cabeças possuem peças iguais.
A vida nos tornou amigas, e, assim, estaremos juntas para o que der e vier.
Não é um pacto. É um fato.
Meu corpo, minhas regras. Suas dores, minhas dores. Nossas dores.
Para sempre.

Lutem para sair do limbo, o nosso limbo. O seu limbo.
Quando tudo parecer impossível de mudar, lembremos de uma coisa.
Todo o resto pode parecer errado, mas isso é tão certo quanto eu trapaceei no gráfico de lerdeza durante a sexta série (confessei): nós não estamos sozinhas, porque temos umas às outras.


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