Sim, quer que eu ESPERO. Se você acha que tem algo de errado com o título desta postagem, então é melhor parar por aqui. Sério, será perda de tempo útil.
Olá vocês, minhas musas do verão. Não se assustem com a quantidade de erros que terá neste texto (eu acabei de realizar uma viagem no tempo para o futuro, e eu vi que sim, cometi muitos erros, e provavelmente enviei pra vocês sem nem revisar). Eu estava matutando com os meus botões meio lerdos sobre escrever pra vocês há um tempo, mas isso se concretizou hoje (concretizar = sexta-feira, nada para estudar, só que não).
Eu deveria deixar bem claro todos os objetivos dessa dissertação, para não perturbar-lhes a paz (e eu sei que vocês tem preguiça de ler, ainda mais os meus textos longos e inúteis, então, antecipadamente, peço desculpas pelo inconveniente).
Este não é um texto sobre saudade. Ainda.
Não trata-se de um texto sobre reprovações diretas, e muito menos sobre mim. Digamos que eu não sei mais o que escrever (no ônibus todas as frases pareciam se encaixar perfeitamente), mas vou tentar assim mesmo.
Antes de mais nada, eu só queria dizer que: bem... obrigada por todos os abraços, Dani. E Clara, obrigada por dizer que eu vou fazer falta. Será recíproco. E Estheph... obrigada por me entender.
É incrível a capacidade que as palavras possuem de sumir da nossa mente quando a gente mais quer expulsá-las. É como resolver uma integral por partes: você sabe quem é "u", sabe quem é "dv", e mesmo assim se enrola... até que a coisa simplesmente flui.
Podemos fazer essa analogia com a nossa amizade. Confesso que tenho muito medo dessa coisa toda de ciência sem fronteiras. Vou sair do meu mundo (não só das minhas amizades fora da UFF, mas da UFF em si: Musas do Verão, Padrão Cool, M&M, SOS, AlberTone, as meninas...). Toda a minha rotina, meu dia-a-dia... Isso é muita coisa, ainda mais quando a pessoa em questão é tão sentimental/melancólica quanto eu (aquelas que não consegue nem ver foto de trabalho de campo que já entra cisco no olho). Enfim. Meu medo é irracional, admito: sei que vocês não vão se esquecer de mim. E muito menos o contrário (sim, deixem eu me gabar um pouco, vamos aproveitar este momento). É só que as coisas mudam. Talvez seja por isso que eu senti uma necessidade tão repentina de escrever pra vocês, porque se tem algo que eu faço em domingos entediantes e chuvosos, esse algo é voltar para o blog e ler textos antigos (e me afogar em nostalgia)... e eu quero marcar isso aqui.
Não consigo lembrar de quando começou. Eu lembro dos grupinhos iniciais. Lembro de Estheph patricinha (até porque Dani não deixa a gente esquecer). E do dia que, indo para o bloco H, Estheph falou: EU ODEIO MÚSICA INDIE (se referindo a Muse)! Ainda bem que estava sendo bastante tolerante naquela época, porque quando eu era do colégio era hater de tudo e todos, e percebi (a tempo de salvar uma amizade adorável s2) que isso era a maior perda de tempo. Quanto a Dani... realmente é um mistério pra mim. Lembro de uma mochila enorme que ela tinha (desculpem não sei se me refiro a vocês na primeira ou terceira pessoa então por favor não me crucifiquem na polícia da gramática obrigada), e de almoçar junto, e de conversar sobre matérias. Colega de classe, acho que era isso. E quanto a Clara... só tenho lembranças de você depois do primeiro período. Lembro que você sumiu em época de prova, achei estranho. "Ué, cadê a Clara Porto?", mas aí tchunf, nada como Jovens Talentos e Arthur Dent para sermos amigas. E para unir o ÔLOLÔ todo.
Tudo desconexo.
O sentido está perdido
(provavemente em séries complexas e trigonométricas de Fourier)
(ou então nas minhas folhas rosas,
realmente
acho que devo procurar de novo)
Quero apagar tudo. Está uma droga. Mas aí é maldade. Ei, sou a gêmea má, não é mesmo? Porém palavras escritas, mundo criado... Tarde demais, o nosso mundo já está criado. Malfeito, feito.
Acho que as dancinhas no banheiro do terceiro andar foram as nossas rochas selantes.
Meu Deus, essa foi péssima.
Se for para fazer esta analogia, que seja direito. Eu não sei quem foi o elo que nos uniu, não sei quem foi a nossa trapa... talvez o destino? O intrigante ka? O óleo é fácil de dizer (só que é muito clichê, mas acho que um pouquinho disso não faz mal, dá dinheiro, afinal de contas): o amor (olha que fofo) (desculpem-me pelo excesso de parênteses, estou muito compulsiva).
A rocha reservatório... bem, a UFF. A Geofísica. O nosso ônibus de turismo particular (se fosse turismo espacial seria muito mais legal, porém o mundo não é uma fábrica de realização de desejos).
Eu acho que esqueci alguma coisa fundamental deste sistema petrolífero/amizeístico. Ah, lembrei! A Rocha geradora. Bem, acho que fica a critério de vocês escolherem. Eu voto em convivência. Loucura compartilhada. Manias. Possuímos características, personalidades diferentes. E isso funciona muito bem (tá certo que em algumas vezes parecemos reservatórios não-convencionais, mas não vamos focar nisso agora, o texto deve ser algo amigável e bonito - e eu estou falhando muito bem nisso).
Não entendo porque insisto em escrever. Nada está saindo do jeito que eu queria. Só que me perguntaram hoje se eu ia sentir falta deles, de vocês, da gente. E eu digo que a resposta é óbvia. Essa relação De TrApA mIsTa que eu sinto pela UFF (aka, amor e ódio) só é superável porque eu tenho vocês. Mesmo quando coloco o fone de ouvido, ou quando não estou a fim de conversar, ou até quando toda a preocupação de vocês em se formar no tempo certinho me irrita... no mais, eu vou morrer de saudades. De todos os detalhes, de todos os defeitos, de todos os mimimi's. E principalmente do resto: as risadas, as imitações de professores, as conversas, as dancinhas no banheiro, no elevador, a espera na fila do bandejão (inclusive RIP #bandejão sdds EteRnAs)... enfim, de tudo. E eu sei que quando eu voltar vocês vão estar se formando, e isso é feliz, porque WOW, vocês conseguiram. Mas ao mesmo tempo é triste, porque eu queria estar com vocês, e talvez eu consiga, talvez não. Mas tudo bem, eu amo a minha turma, mesmo, e vou ficar feliz de qualquer forma, em qualquer ano, qualquer tempo. E é isso que importa. Aliás, nem sei porque estou falando disso.
Odeio meus textos porque eles refletem um pouquinho de mim (esse contraste de impedância acústica confusão ansiedade loucura).
Mas como vocês dizem que me amam, nada mais justo eu perturbar-lhes um pouquinho com a minha insanidade.
Já não sei mais o que falar. Acho que tudo está com um tom de despedida, e, bem, isso é estranho. Eu odeio despedidas, sempre choro (mas eu costumo chorar com tudo, então isso não é um bom parâmetro). Eu não quero pensar nisso, só vou pensar em coisas lindas agora - tipo o texto sobre poluição sonora que eu deveria estar fazendo. Sério, não dá. Eu comecei a escrever aqui porque eu queria dizer pra vocês o quão relevantes vocês são pra mim, mas como meus pensamentos são como estrelas que eu definitivamente não consigo organizar em constelações, devo me despedir. Falei demais, me expressei de menos. Vocês são meus potinhos diários de felicidade, não se esqueçam disso (mesmo quando tem algumas doses de estresse e desentendimento misturadas, mas isso é comum em amizades verdadeiras).
Por fim... eu só digo que: vocês mereciam mais do que este texto. Mais do que essas frases desconexas, mais do que esse meu lado insano e confuso. Vocês merecem o melhor de todos os outros mundos além destes (vocês merecem eu). Vocês merecem umas às outras, simplesmente porque sim. Porque vocês fazem bem, e é disso que a gente precisa. Todo o mundo deveria ter alguém pra chorar com você no banheiro, e dizer que "tudo bem, vai dar tudo certo, você vai conseguir, a culpa não é sua, não fica pensando nisso" quando na verdade a gente sabe que não é bem assim. Mas bem... obrigada pela intenção, é isso o que importa. Às vezes o que precisamos é simplesmente isso: ter um ombro amigo, ou, no caso três.
Enfim... devo ir agora. Estou mais do que exausta, e já bati minha cota de escrita inútil por hoje. Perdoem-me. Só por lerem tudo isso eu prometo que não cantarei no banheiro do terceiro andar por um dia, vocês merecem, parabains.
"Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito" - Markus Zusak.
"Eu não faço o menor sentido, então como as minhas palavras poderiam fazê-lo?" - Eu mesma.
Guabiruba por todos os peixes.
*sorriso sedutor*
END
END
(quer que eu termino?)