sábado, 29 de setembro de 2012

Palavras ao vento

"Está tudo bem, acho que sempre foi assim
Nada pra sentir, espero outro dia vir..."

Devaneios. Expectativas. Disenchanted. Bored wednesday bored. Palavras desconexas, vazias, assim como a minha própria existência. Buracos negros. Tum, tum, blá, blá, coca-cola. Nuvens sorrindo docilmente para a platéia em êxtase. "It's showtime", they said. Agora as nuvens também falam. E assustam. Cabum, escuridão, choque. "O que está havendo?", alguém perguntou. Mas não era nada. "E o que é o nada, afinal?" Ora, melhor nos pouparmos desses assuntos agora. Oxigênio. Sentido. Saudade. Por que pequenas frases devem fazer sentido, se não conseguimos entender nem a nossa existência? É isso o que importa, no final dos contos: acreditar/fingir que o mundo tem algum nexo, enquanto não podemos nem aceitar que textos nunca são escritos para nós mesmos? Ora essa, a contradição mandou beijos mil. Desvio. 

Devaneios. Palavras e pensamentos, nada mais do que isso. Engrenagens, apenas. Algumas enferrujadas, outras quebradas ou em desuso. Máquinas. Metamorfos. Fake, fake, fake. On. Off. De novo. Olhe para as estrelas, deixe esperança queimar em seus olhos. Interrupção. Nonsense. Shyness is nice, but shyness can stop you. Revelações (só que não). Tudo em um mesmo texto, caderno, bloquinho. Soul. Infinito, finito. Limite. Agora é a sua chance. Por que insiste em tentar entender este mísero texto? Pare. Pare agora. Ou então, continue. Você é quem sabe. Não importa para mim o que você acha do modo como fui escrito, ou se eu não tenho sentido algum... Eu estou vivo agora. Pelo menos, existo (isto não soa familiar pra você? Soa para mim). And I'm fine. Eu reciclo e transformo. E invento. Eu estou aqui agora, seja lá onde o aqui for: em um rascunho de papel ou em uma tela de computador. 

Ao contrário de uma certa cachalote, eu não posso simplesmente viver, cair... cair... viver, cair... e morrer. Eu sou um texto: aprendi a errar o chão. O vento toma conta de mim, as palavras que me formam estão preparadas para admirar a vista, flutuando... Para sempre entregues à brisa. 


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Carrossel


E quando você não consegue ver nada com clareza. E nada faz sentido. E você sente movimentações estranhas que não existem. O clima está diferente, olhe para frente e veja o que você está vendo! Escreve qualquer coisa para tentar fugir dessa prisão que está dentro da sua mente
(pelo menos está na minha)
E se sente sufocada, sem saber pra onde ir.
Por que esta assim? Algo te incomoda? Acho que não – minha filha, você está usando drogas?
Claro que não – mas por que essa euforia interna de repente?
Tenta explicar, tenta! Quero ver se você aguenta – canta um funk, dança um rock
(acho que estou me sentindo melhor agora)
Você sabe que não faz sentido misturar terceira pessoa com primeira, né? Não é tecnicamente certo, mas assim eu consigo me explicar melhor.
Acho que o efeito do seja-lá-o-que-for está passando, porque está batendo uma vergonha por ter escrito esse texto tão bizarro e sem sentido
(até para mim)
Então, simplesmente apagar e ignorar, e ele nunca terá existido? Sim, é uma possibilidade, mas não parece justo.
O nervoso está voltando, estou me sentindo presa em mim mesma novamente, como se a tentativa de apagar a liberdade tivesse causado isso novamente, seja lá o que for. Angústia do que? Ansiedade de repente? Qual é o meu problema?
(acho que eu esqueci de tomar os meus remédios)
Agradeço às palavras por fazerem com que eu me sinta melhor, mesmo que ninguém mais entenda. Mesmo que não faça sentido (porque não faz sentido mesmo).

Odiei as palavras e as amei,  então resolvi embaralhá-las. 
Às vezes, eu não faço o menor sentido.