quarta-feira, 18 de junho de 2014

Um pouquinho de loucura não faz mal, né?

Um arame.
Um alicate.
Um pouco de criatividade numa desconhecida.
Primeiro, um coração. 
Depois, uma das coisas que eu mais gosto em todo o universo: estrelas.
"Pra você. Um anel que representa um caminho seguro com um pouco de loucura. Porque bem, um toque de loucura não faz mal a ninguém."
Agradecemos com manteiga. Seria isso uma analogia ao meu coração mole?
Não importa, porque certas coisas simplesmente são como devem ser.
"Aqui, tem uma coisa que você não pode deixar de fazer antes de ir... Me dá sua mochila, e vá de carona na bicicleta até lá. Se aventure." Morri de medo, mas aceitei.
Só tenho a dizer "obrigada por isso". Eu ganhei - por chegar antes do que deveria - o que está sendo uma das minhas frases favoritas neste momento de maluquice sem fronteiras.
Desculpe-me a escrita infantil, caro leitor inexistente. Estava tentando dormir, e, pela primeira vez na vida, resolvi levantar e escrever o que estava pensando. Continua uma porcaria. Acho que a minha mente é ainda mais confusa durante a noite.
Stuck on the puzzle.
Alguns infinitos são maiores do que outros.
Não quero falar muita coisa... confesso que esqueci a parte principal.
Estou feliz. Havia interpretado errado. Achava que a frase era sobre o que está por vir (e nada impede que seja, não é mesmo?), mas acho que isso remete mais à minha vida do que qualquer outra coisa no mundo.
Um caminho seguro... com um pouco de loucura.
E os argumentos caem por terra com um leve farfalhar.
Pela primeira vez na vida eu acho que estou fazendo o que muitas pessoas consideram "insano" (e não apenas loucura própria, pois é). E eu me sinto bem neste caos. Melhor do que quando estava no meu fantástico mundo particular, apesar do medo, que certamente não é pouco, e da saudade - e é melhor deixarmos isso para outro dia, já está ficando tarde.
Por enquanto, eu só queria refletir sobre isso mesmo: minhas palavras ao vento, misturadas em frases desconexas.
Ora, isso combina bem comigo. Não sei porque ainda insisto em negar.
Meu pote de estranheza está com uma dosagem diferente... Pode ser placebo, mas o efeito até que é positivo. Me faz tomar tequila e sentir vontade de pular na Baía de Guanabara, dançar funk no banheiro, rodopiar como um robô de 1984 na pista de dança...
Quero dormir. E quero ver The Middle até dizer chega. Mas preciso voltar para a realidade e encarar as nuvens de algodão doce (que às vezes vêm com sabor de café amargo e eventuais não despedidas, o que visto por um lado pode até ser bom).
Enfim... é hora de concluir, segundo as regras intrínsecas dos textos da vida - apesar de que este aqui está meio a la memento
Mais uma vez, tenho de dizer adeus. Estou ficando boa nisso.
Meus sonhos me esperam, e amanhã será um longo dia. Acho que vou acabar sonhando com feijão, do jeito que eu sou meio blém-blém pelas frésias.
A verdade é que eu amo feijão quase tanto quanto eu amo estrelas, o universo, e tudo o mais.

obrigada pelos peixes.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Sem título da postagem

I am not afraid to keep on living

I am not afraid to walk this world alone
Honey if you stay
Ill be forgiven
Nothing you can say can stop me going home


Aquele momento de puro desespero
Quando eu percebo que o sol se foi (há um bom tempo, na verdade)
E tudo o que eu fiz foi equivalente a nada do que eu realmente deveria ter feito
Sinto frio
(dê-me calor)
Sinto cansaço (por que não param de me ignorar?)
Sinto certa ojeriza de mim mesma – só por me importar com coisas irrelevantes
Odeio todas essas palavras e essas frases e esse mundo desconexo
Odeio o fato do meu cabelo estar uma droga e mais ainda por eu me importar com isso
Odeio estar escrevendo esse texto
Mas foi a solução que eu encontrei para aliviar esse estresse momentâneo
Essa sensação intensificada de solidão
(se nem minha irmã gêmea às vezes escuta o que eu falo, imagina as outras pessoas?)

Apagando todas essas linhas esquisitas e começando de novo...
Mas não. É aquela velha história: palavras escritas, mundo criado
Saudades daquele tempo de inspiração, quando eu podia parar e pensar e escrever coisas significativas
Agora tudo virou uma bagunça (bagunça sem fronteiras)
É uma bagunça boa, de fato. Melhor do que qualquer arrumação por aí nos meus 20 anos repletos de crises existenciais
Aquela sensação fulgaz de que eu sou meu próprio algoz
E a vontade de rimar
De cantar
De dançar de maneira estranha
Por onde anda agora?
Perdida na imensidão do azul (não, eu nunca li um dicionário na minha vida)
Do oceano
E do universo
Já estou na minha segunda folha de aleatoriedades, certamente é hora de parar
Hora de por os pés ao caminho
Hora de abrir os slides e encarar uma verdade científica
É isso o que eu me tornei? Um punhado de loucura e confusão?
Ou eu sempre fui assim, e nunca percebi antes?
A verdade não importa. Mas acho que Blaine estava certo: a verdade é um saco
Mas deixe-me lidar com isso, porque é isso o que eu sou.

Um caos sem fronteiras, repleto de mentiras contadas para mim mesma para eu me sentir bem.
E dessa vez acho que é isso mesmo. Como nunca antes na historia desta menina brega na borda brega da galáxia.
Uma sensação triste misturada com uma sensação feliz: despedidas e expectativas, buracos negros e revelações.

É hora de parar. Obrigada pelos peixes.