quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Eu, robô: alienação reversa

A complicada arte de escrever. Pois bem, depois de longos dias sem redigir absolutamente nada por aqui, acho que chegou a hora de finalmente me libertar. E, para isso, preciso - de alguma forma - explicar o que estou sentindo, e porque não consigo simplesmente criar textos/poesias/etc naturalmente mais.
A culpa é do vestibular! Ora, mas é claro que é. Em 2011 eu tive que aprender a ser sucinta, objetiva e pragmática para fazer as dissertações e obter uma boa nota. A "receita de bolo" foi ensinada, bastava apenas segui-la para conseguir um resultado aceitável. E com toda essa "robotização" na minha escrita, tive de deixar de lado a minha fucking imaginação, as minhas metalinguagens, os meus desvios do assunto principal... tudo se perdeu. Ok, acho que isso foi um mal necessário, no final das contas. Agora, é hora de recuperar o tempo "perdido" (mas que valeu muito a pena!), ler mais livros, poesias... não se limitar a textos de atualidade e assuntos pertinentes para o vestibular. É estranho ter dificuldade em algo que era tão simples, pá-pum. Mas estou mais do que ansiosa para dar continuidade às minhas histórias, há muito esquecidas nos confins do backup do meu computador velho...

Um P.S para o quão contraditório tudo isso é: em 2011 eu estive tão alienada com o mundo mas ao mesmo tempo estive ligada. Tudo de atual e que era importante para o vestibular eu tive de aprender, como a Primavera Árabe, as crises mundiais, desastres naturais... E, ao mesmo tempo, senti como se no fundo não estivesse vivendo nada daquele ano, como se tudo acontecesse perto de mim, mas longe: como se nada fosse   real... como se fosse mais uma matéria na televisão... O que, na verdade, foi: apenas um flash, naquele lugar e naquele instante, enquanto eu apenas estudava.