Sabe aquela sensação de estar se afundando cada vez mais? De perder o
controle das coisas? De achar que nada vai dar certo nunca? Ora, se você (olá
amigos!) não entende nenhuma dessas perguntas (ou seja, se você nunca sequer
sentiu essa sensação esmagadora – só pra constar, eu sinto inveja de você),
então pare de ler. A todos aqueles que frequentemente passam por isso (bad
vibe, inferno astral, tudo-dando-errado-ao-mesmo-tempo-agora-drama-queen), que
tal mais uma dose de depressão? Não, né? Talvez você tenha passado da sua cota
de tristeza por mês, ou por ano. Enfim, sigam-me os maus.
Quando você se sente a pessoa mais estúpida e burra do mundo. Estúpida e
burra porque você se abate por coisas que podem ser pequenas, por uma nota ruim
na prova, por várias notas ruins nas provas, pelo esforço em vão, pelo medo de
repetir uma ou duas ou todas as matérias, medo da solidão e do mundo. Parece um
abismo, logo aqui, no meu coração. E eu meio que estou percebendo que isso não
está ligado somente a um resultado idiota, que por sinal, me faz sofrer por
antecipação. Peço desculpas pelo
inconveniente. Eu só quero desabafar. Não sei o que sentir ou o que pensar. “Não
é só por uma nota”. Não, não mesmo. Os mais tolos –ou aqueles que são
demasiadamente felizes 100% do tempo- vão achar que é só por isso. Ah, I wish. É
sobre a vida, o universo, e tudo o mais. A minha vida, o meu universo – e sobre
tudo o mais. Eu estava conversando sobre as consequências que repetir uma
matéria na faculdade poderiam influenciar na sua vida. Ora, eu posso escolher
abrir mão da matéria logo agora, e por que não? Muito mais fácil esse caminho.
Afinal, tudo vai dar errado mesmo. Certo? Bem, eu não sei. Eu não sei de nada,
absolutamente nada. Eu só sei que eu não desisto, eu não “sou dessas”, por mais
que às vezes a vontade seja absurda. Eu
me afundo, mas continuarei a nadar, sempre, porque eu acho que sou um peixe, digo,
obrigada pelos peixes. Acabei de descobrir um padrão aqui! A outra
possibilidade é: tudo acontece por uma razão, mas acho que prefiro deixar pra
escrever essa parte daqui a algumas semanas, porque quem sabe eu não encontre
uma explicação pra seja-lá-qual-for-a-consequência-das-minhas-escolhas. Eu só
sei que pequenas coisas podem influenciar a sua vida de maneiras inimagináveis.
Não temos dimensão de nada. Eu espero, sinceramente, que as coisas caminhem
como o ka quiser, mas que seja bom. Que a jornada seja boa (afinal, é isso que
realmente importa, né?). Porque o fim é o fim, baby. Então, prefiro não comentar
sobre o abismo no coração, porque é simplesmente egoísta. Tanta coisa acontece
no mundo, e por que eu tenho que me sentir que tenho que ser especial e as
coisas tem que dar certo pra mim? Quem eu sou, afinal de contas? “Uma poeira
estelar”. Ora, eu sei! Mas e quem você é? E quem aquela senhora que sofre
maus-tratos dos filhos é? E o mendigo que está sentado, na chuva e no frio, sem
ter o que comer é? E aquele funcionário da universidade que trabalha o dia
inteiro pra sustentar a família, e não recebe nem um “Bom dia!” educado do
filhinho(a) de papai? Poeira estelar também, não? Então, nessas horas eu
percebo que nada é realmente justo nesse mundo. Nada faz sentido. Não é só pra
mim, são as coisas que acontecem. Eu não tenho que chutar o balde. Eu não tenho
que viver infeliz porque não passei em uma matéria, ou porque estou pendurada
em um monte. Eu tenho que, sim, me importar. Eu só não posso ver isso apenas
comigo. Tenho que me importar com tudo, com todos à minha volta. Porque todo o
mundo é importante e essencial (como já dizia o Doctor). Tudo tem um sentido
(eu só não consigo enxerga-lo, mas não faz mal), e as pequenas coisas são as
que mais importam. Talvez um “Você vai conseguir, garota, acredite em você assim
como eu acredito” seja mais importante do que realmente conseguir. Era a
jornada que importava, não era? Refletir sobre as pequenas coisas nos faz
sentir miúdos com relação ao curso que as coisas tomam. Nos fazem chorar, e sei
lá, chorar alivia a alma. Jogar o jogo do contente é o que tem pra hoje, ontem,
e sempre. Dar valor as pequenas coisas. Como um simples relato de uma palestra
de um estudante da USP que trabalhava como gari nessa mesma universidade pode
ser uma lição de vida e tanto, e mudar – pelo menos por ora (e é tudo o que eu
preciso, você diz a verdade e eu digo obrigada) um texto, uma mente, vários
pensamentos. Simplicidade talvez seja o que realmente importa. Sair do meu
mundo particular (que eu tanto insisto em dizer que não é alienado, mas talvez
seja, e por que não?) e ver as coisas de modo geral. E ver amor.
E se sentir um lixo por se sentir um lixo mesmo tendo tudo o que tenho. Balde
de água fria, oh, como isso é bom! Esse texto flui conforme o relato, e a paz
vem junto. Tristeza também, e vergonha, é claro, mas, principalmente, paz.
Buscar isso é bom. Dá um sentido às coisas. Obrigada pelos peixes, pessoal. Há
outros mundos além desses.
Texto escrito muito porcamente, então, por favor, perdoe meus erros de concordância, coesão, gramática... Se você leu tudo, parabéns. Eu sinceramente espero que você nem saiba da existência desse texto. Posto aqui apenas porque sei que praticamente ninguém acessa este blog, a não ser quando eu divulgo ou aqueles em quem compartilho muitas das coisas aqui ditas. Desculpe-me o inconveniente, eu não faço sentido, logo como as minhas palavras poderiam fazê-lo?