sexta-feira, 19 de julho de 2013

Senhorita Ninguém

Sabe aquela sensação de estar se afundando cada vez mais? De perder o controle das coisas? De achar que nada vai dar certo nunca? Ora, se você (olá amigos!) não entende nenhuma dessas perguntas (ou seja, se você nunca sequer sentiu essa sensação esmagadora – só pra constar, eu sinto inveja de você), então pare de ler. A todos aqueles que frequentemente passam por isso (bad vibe, inferno astral, tudo-dando-errado-ao-mesmo-tempo-agora-drama-queen), que tal mais uma dose de depressão? Não, né? Talvez você tenha passado da sua cota de tristeza por mês, ou por ano. Enfim, sigam-me os maus.

Quando você se sente a pessoa mais estúpida e burra do mundo. Estúpida e burra porque você se abate por coisas que podem ser pequenas, por uma nota ruim na prova, por várias notas ruins nas provas, pelo esforço em vão, pelo medo de repetir uma ou duas ou todas as matérias, medo da solidão e do mundo. Parece um abismo, logo aqui, no meu coração. E eu meio que estou percebendo que isso não está ligado somente a um resultado idiota, que por sinal, me faz sofrer por antecipação.  Peço desculpas pelo inconveniente. Eu só quero desabafar. Não sei o que sentir ou o que pensar. “Não é só por uma nota”. Não, não mesmo. Os mais tolos –ou aqueles que são demasiadamente felizes 100% do tempo- vão achar que é só por isso. Ah, I wish. É sobre a vida, o universo, e tudo o mais. A minha vida, o meu universo – e sobre tudo o mais. Eu estava conversando sobre as consequências que repetir uma matéria na faculdade poderiam influenciar na sua vida. Ora, eu posso escolher abrir mão da matéria logo agora, e por que não? Muito mais fácil esse caminho. Afinal, tudo vai dar errado mesmo. Certo? Bem, eu não sei. Eu não sei de nada, absolutamente nada. Eu só sei que eu não desisto, eu não “sou dessas”, por mais que às vezes a vontade seja absurda.  Eu me afundo, mas continuarei a nadar, sempre, porque eu acho que sou um peixe, digo, obrigada pelos peixes. Acabei de descobrir um padrão aqui! A outra possibilidade é: tudo acontece por uma razão, mas acho que prefiro deixar pra escrever essa parte daqui a algumas semanas, porque quem sabe eu não encontre uma explicação pra seja-lá-qual-for-a-consequência-das-minhas-escolhas. Eu só sei que pequenas coisas podem influenciar a sua vida de maneiras inimagináveis. Não temos dimensão de nada. Eu espero, sinceramente, que as coisas caminhem como o ka quiser, mas que seja bom. Que a jornada seja boa (afinal, é isso que realmente importa, né?). Porque o fim é o fim, baby. Então, prefiro não comentar sobre o abismo no coração, porque é simplesmente egoísta. Tanta coisa acontece no mundo, e por que eu tenho que me sentir que tenho que ser especial e as coisas tem que dar certo pra mim? Quem eu sou, afinal de contas? “Uma poeira estelar”. Ora, eu sei! Mas e quem você é? E quem aquela senhora que sofre maus-tratos dos filhos é? E o mendigo que está sentado, na chuva e no frio, sem ter o que comer é? E aquele funcionário da universidade que trabalha o dia inteiro pra sustentar a família, e não recebe nem um “Bom dia!” educado do filhinho(a) de papai? Poeira estelar também, não? Então, nessas horas eu percebo que nada é realmente justo nesse mundo. Nada faz sentido. Não é só pra mim, são as coisas que acontecem. Eu não tenho que chutar o balde. Eu não tenho que viver infeliz porque não passei em uma matéria, ou porque estou pendurada em um monte. Eu tenho que, sim, me importar. Eu só não posso ver isso apenas comigo. Tenho que me importar com tudo, com todos à minha volta. Porque todo o mundo é importante e essencial (como já dizia o Doctor). Tudo tem um sentido (eu só não consigo enxerga-lo, mas não faz mal), e as pequenas coisas são as que mais importam. Talvez um “Você vai conseguir, garota, acredite em você assim como eu acredito” seja mais importante do que realmente conseguir. Era a jornada que importava, não era? Refletir sobre as pequenas coisas nos faz sentir miúdos com relação ao curso que as coisas tomam. Nos fazem chorar, e sei lá, chorar alivia a alma. Jogar o jogo do contente é o que tem pra hoje, ontem, e sempre. Dar valor as pequenas coisas. Como um simples relato de uma palestra de um estudante da USP que trabalhava como gari nessa mesma universidade pode ser uma lição de vida e tanto, e mudar – pelo menos por ora (e é tudo o que eu preciso, você diz a verdade e eu digo obrigada) um texto, uma mente, vários pensamentos. Simplicidade talvez seja o que realmente importa. Sair do meu mundo particular (que eu tanto insisto em dizer que não é alienado, mas talvez seja, e por que não?) e ver as coisas de modo geral.  E ver amor. E se sentir um lixo por se sentir um lixo mesmo tendo tudo o que tenho. Balde de água fria, oh, como isso é bom! Esse texto flui conforme o relato, e a paz vem junto. Tristeza também, e vergonha, é claro, mas, principalmente, paz. Buscar isso é bom. Dá um sentido às coisas. Obrigada pelos peixes, pessoal. Há outros mundos além desses.

Texto escrito muito porcamente, então, por favor, perdoe meus erros de concordância, coesão, gramática... Se você leu tudo, parabéns. Eu sinceramente espero que você nem saiba da existência desse texto. Posto aqui apenas porque sei que praticamente ninguém acessa este blog, a não ser quando eu divulgo ou aqueles em quem compartilho muitas das coisas aqui ditas. Desculpe-me o inconveniente, eu não faço sentido, logo como as minhas palavras poderiam fazê-lo?

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Madrugada, senhora ninguém

E já faz um tempo, do qual eu nem me lembro, quando tudo começou a mudar. O ka é como um vento, ora amigo – como a brisa que precisávamos para aguentar um dia quente, ora impiedoso - como um furacão que destrói tudo repentinamente.
Não importa o quanto eu me questione, ou o quanto eu tente entender tudo. A verdade é que eu não tenho o domínio sobre nada, ah, mas sobre nada mesmo.
Enquanto isso, os ponteiros do relógio continuam a girar... Sempre para frente, sempre. O que está feito, está feito, não há uma Torre para mudar (será?).


Olho para mim e minha medíocre existência, sempre me questionando o que vivi ou deixei de viver, ou o que o futuro reserva para mim, se devo ter esperanças, se verei estrelas hoje ou se há nuvens demais para mim (por quanto tempo? Pra sempre? Isso não seria tempo demais?). Mas a Lua, a cada nova fase, um novo brilho de um pulsar... Mas sempre igual, no final. Sempre. O que pensar, então? Não pensar? 

Seria bom não pensar, e descansar... Pode apostar seu último real que sim. Seria ótimo. Venderia meu sono por isto, meus sonhos...
Talvez seja eu. Talvez seja comigo.
Não, isso não. Se há algo que aprendi com o fato de ter um outro “eu” no mundo tão parecido comigo quanto o universo permite é que eu não sou única. Não existe apenas a minha pessoa em determinada situação, e eu agradeço por isso – me torna humilde, de certa forma. Às vezes acho que não pertenço
(a este mundo)
(a qualquer outro mundo)
a lugar nenhum.
Deslocada, sempre. Estranha. Mas... O que me faz pensar que sou diferente? No fundo, eu não sou. E sei disso. Talvez seja esse o problema, afinal. I wish I was special, but I'm a creep, I'm a weirdo and... I'm just a human.


Não consigo descrever a angústia que sinto quando paro pra pensar sobre a vida, o universo, e tudo o mais. A sensação que tenho é de que é impossível ser feliz assim. Talvez esse seja o problema, então. Penso, logo existo, sofro, surto, vivo, não vivo, minto, sorrio, choro, enlouqueço, não esqueço, esqueço, envelheço.
Muitas dúvidas. Incertezas. Insegurança. 

Queria ter uma máquina do tempo.
E iria para onde? Futuro ou passado? Se tivesse de escolher apenas uma opção, qual seria? Acho que eu morreria na dúvida. Nem isso me ajudaria. Ah, como eu queria aceitar as coisas como são, o mundo como é, as pessoas com suas indiferenças e rotinas, a vida com suas reviravoltas, a rotina como vida... Mas eu não consigo. Consequência de quem pensa demais. Consequência de quem pensa muito em viver, e no que é vida, mas só faz pensar...

E deixa o tempo passar, porque é a única coisa que parece restar.
Esperar o tempo ir para nunca mais voltar. Porque o ka é uma roda, mas o tempo... Sempre para frente, sempre, pistoleiro. Acertando ou errando. Sendo feliz ou não.

I really want to go. There is another world, there is a better world. Well, there must be. Well, there must be. Bye, bye.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Devaneando

A não ser que você não se importe com textos pessoais, sem sentido, que estão cheios de metáforas, inspirações frustradas de certos autores, excesso de metalinguagem e tudo o mais que possa ser considerado errôneo em um texto, sugiro que não leia o meu. Como de praxe, é isso o que eu digo a você, caro-leitor-que-não-existe: não leia.

Aquela vontade esmagadora de escrever. Não sei o que, nem por quê. Preguiça de pensar. Mas vamos lá, quem sabe assim eu não consigo extravasar – ou ao menos tentar explicar – o que eu estou sentindo.

Não. Eu não quero falar o que eu estou sentindo, eu não quero expressar em palavras nada disso. E você (ser invisível que está lendo isso) pode estar se perguntando “Ora, por que não?” E eu lhe digo: não quero. Não quero tornar mais vivo aquilo que está me enfraquecendo. As palavras têm poder, você sabe. Elas curam, mas elas também remoem aquilo que mais nos incomoda. As melhores poesias vêm de tristezas e angústias profundas. Felicidade é posta em palavras, mas, exceto que por alguma força divina ou da natureza (como isostasia, ié, pois é), elas perdem algum significado: é como a montanha que está lá, deitada no horizonte, mesmo que você não compreenda como algo tão grande pode ter surgido assim, “do nada”. Então... desviando do assunto louco de pedra, posso voltar ao que eu estava dizendo? (Nossa, como eu escrevo mal! Certeza que se tivesse que fazer alguma redação agora, esse texto seria de alguma forma similar a uma receita de miojo...).

Enfim. Palavras, sempre elas. Sempre dando razão às nossas emoções, escapando das nossas bocas, sumindo dos nossos bloquinhos de notas a cada linha que é escrita e então apagada novamente. Apenas um conto de um dia vazio (tão vazio como todos os outros, eu concordo, mas em especial mais sonolento e descompromissado). Quando você sente uma estranha, uma FULGAZ, necessidade de escrever, e corre pra abrir o Word – larga o Facebook, o Twitter, o ÍlTube (como diria um certo passarinho), é um sinal de que há algo para ser dito, certo? E o que acontece? Você simplesmente esquece o que queria dizer – talvez você não quisesse dizer, e pelo que a minha memória de Dory permite lembrar (ou melhor, retornando um pouco este texto inútil), eu iria dizer algo, supostamente o que estava sentindo. Então é este o plano da minha mente insana: ela quer que eu deixe escapulir tudo o que eu quero, mas ao mesmo tempo posso não querer admitir, e então fica tudo por isso mesmo. Umas palavras loucas com umas frases sem sentido e algumas outras coisas em parênteses ou itálico só pra ter um efeito legal.  Viu como eu desvirtuo facilmente as coisas? É, eu acho que isso é normal. Sempre que temos alguma conversa extremamente filosófica sobre a vida, o universo e tudo o mais, e então quando parece que estamos chegando ao ÁPICE do assunto, a ponto de descobrir algo que seja realmente relevante no curso de todo o espaço-tempo... PLUFT! A conversa para, o rumo do assunto muda, e a gente não consegue nem se lembrar do que estávamos falando. Será isso algum tipo de mecanismo (kaka, gira a roda do ka) feito para nos proteger (ah, doce ilusão...) da verdade? E que verdade seria essa tão pecaminosa, que sempre que estamos perto de desvendá-la ela simplesmente desaparece? Ora, eu não sei. Nem sei porque estou falando isso, aliás. Deve ser porque eu ia fazer uma analogia com a minha mente, do tipo eu-quero-falar-sobre-algo-importante-mas-eu-não-consigo-nem-concluir-uma-frase-sem-desviar-do-assunto-principal. 

Então. Poderosas são essas letrinhas, esse conjunto de letrinhas em um fundo de tela branco. Eu achava que meu texto ia ficar melancólico, do tipo como eu estava me sentindo quando comecei a escrevê-lo. Ia ser uma poesia tosca, triste, quase vogon, pra reclamar do vazio da minha existência neste planetinha azul na borda brega da galáxia.  Mas foi libertador, de alguma forma. Continua sendo tosco, isso sem dúvida alguma, mas eu não me importo. Ele teve a sua funcionalidade, e acho que está na hora de acabar. “Mas já?”, você pode estar se perguntando. (Pode dizer, você estava achando graça da minha insanidade e da minha má escrita, né?) Sim, já. Eu acho que estou livre pra escrever outras coisas agora, livre pra falar o que eu sinto em outros textos mais concretos, menos loucos e mais... sérios. Não que eu preciso disso, mas às vezes é necessário. Cirurgia feita. Por enquanto, sem efeito colateral. Eu digo a verdade, você diz obrigada.

That’s all, folks.
"Eu acho que este texto reflete alguma coisa sobre mim: meu estado de espírito, talvez. Minhas incertezas. Meu poço meio vazio."

Parafraseando a mim mesma. 

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