quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sem açúcar, sem afeto

Olá. Sem pressão, desta vez. Ou eu deveria simplesmente dizer pressão constante, e, assim, resolver da forma que sempre costumo lidar com os problemas da Termodinâmica?
Não sei. Cansaço define. Excesso de pontuação, também. Desculpe, isso é um hábito criado desde que eu li o meu primeiro "grande" livro, há alguns anos atrás: A Menina que Roubava Livros. Talvez esteja na hora de reler a trilogia de cinco livros do Douglas Adams, e suavizar a alma, e consequentemente a minha escrita. Deixo pra mais tarde.

Vontade de ir pro habitual, só dessa vez. Acredite, caro leitor inexistente, isso demanda um esforço colossal da minha parte. Não é de mim fazer um "post diário sobre o meu dia" (até porque, convenhamos, quase nunca acontece alguma coisa no meu dia). Mas sei lá, às vezes é necessário forçar uma parametrização de curvas, só pra ver se o resultado final é o mesmo. E neste caso acho que sim, porque oras, aqui estou eu, devaneando sobre a minha escrita, e quer coisa mais clichê nos meus textos do que isso? Enfim. Voltando ao ponto, que não está nem definido no R3, mas talvez seja porque eu nem pensei em nada dessa vez. Está diferente, mais devagar. Talvez a arte imite mesmo a vida.
Sinto somo.
Sinto preguiça. 
(Influência das quatro horas de topografia amanhã, será?)
Sinto... cansaço. Cansaço e uma certa melancolia, que não consigo explicar. Nem sei porque está aqui, como o garoto espichado que passou a ser da Lisey. Não curti, achei ofensivo, pode deletar dessa empresa chamada vida.
"Eu quero te ligar, eu quero algo pra beber. Algo pra encher, algo que me faça acreditar."
É isso. Falta-me algo, algo para preencher este espaço vaziozinho que algumas pessoas gostam de chamar de coração. Ou cérebro, não importa. Não tenho pra quem ligar. Mas odeio falar ao telefone, então neste caso acho que tanto faz. Sorrio. Um sorriso meio torto.

Não é muito confortável falar sobre isso aqui, acho que é exposição demais, e ninguém é obrigado a ler. Pode fechar a janelinha porta campainha ding dong e ler algo mais interessante do que essas frases desconexas e deprimentes criadas por mim, eu não faço sentido, nem as minhas palavras. Foi mal.
Eu só queria não estar com preguiça de dormir. Você pode achar isso um absurdo vestido de cor-de-rosa, mas é a verdade. É um tanto paradoxal: quero fugir pra Terra dos Sonhos, dormir, tentar ser livre e feliz no meu subconsciente, viver outros mundos além destes, mas... então, por que tanta preguiça? Talvez eu saiba, talvez seja justamente por eu não querer voltar pra realidade depois. Ora, a realidade é tão cruel assim, querida e adorável gêmea? Eu digo que: não, é claro que não. Mas a realidade é... sagaz. Ela consegue sugar a nossa essência, um pouquinho de cada vez, e sempre de forma mais dramática (e tudo não se trata de um texto, não fique bravo comigo, leitor-mais-feliz-do-dia). 
"Somos esponjas." "O ruim de ser esponja é a tristeza das mazelas, mas eu me curo, aprendi isso. Me curo com o prazer, quase que orgasmático, de um breve e simples detalhe da existência, das cores do dia, da risada gostosa e sincera. E nisso não me limito a mim mesma."

Talvez o crime maior seja a expectativa. Não se deve alimentar. Nunca. "Todas as esperanças e expectativas, buracos negros e revelações". Bah, a letra deve estar trocada, mas é madrugada, então vamos considerar.
É terrível também a ausência de perspectiva de melhora. E não, não é uma frase egoísta, não se você projetar no plano certo. Faz todo o sentido, eu não preciso dizer mais nada. Cansei de me justificar, por hoje é só, talvez eu esteja mais malvada do que nunca antes na história deste país.
Às vezes faz bem.

Quanta arrogância pra um dia só, garota.
Eu sei.
Estudo ensandecido, trabalho cansativo, time perdendo de goleada, a arte de ser(mos) ignorada(s), o estresse acumulado, a solidão compartilhada, o fingir que não se importa. Até quando negar que tudo isso me afeta?
O que você sente, eu sinto, e isso me incomoda. É assim que ser esponja é. Vantagens e desvantagens, como tudo na vida. Seria uma pena se tudo fosse tão... "na mesma".
É uma concentração saturada.
Preciso expurgar tudo o que está preso, quase condensado, maciço.

Queria falar sobre céu de baunilha, mas só consigo sentir cheiro de café. Café amargo e forte. Desculpa, quem sabe na próxima eu não peço café misturado ao leite e com pão torrado do jeitinho que meu pai faz. Delícia que só.

"Preto no branco, branco no preto, bolinha colorida, onde você foi parar? Por que está assim tão isolada? Não gosta de mim? Vem cá brincar!"
"Não, não quero ir."

Hora do show terminar. Confesso que nunca odiei tanto as minhas palavras quanto agora. Malfeito, feito. Mas algumas coisas simplesmente são necessárias. "Bool de sangue, babyluv."
Bool de sangue.
Bool de café.
Café com aroma de... nada.
Tudo.
Nada, nada, nadinha, nadão. Ausência. Excesso de nada é... tudo, certo? Então o nada não existe.
Talvez eu não exista.

Tudo-ao-mesmo-tempo-agora, a melancolia que me atinge e que não quer me largar. Suplico por liberdade. Cansei de pensar alto, agora é por conta das palavras, podem começar a se virar sozinhas. Deixem as asinhas crescer.
Deve ser por isso que faz-se necessária a escrita deste texto azedo. Culpa do meu jeitinho blém-blém de ser.
Não posso fazer nada se eu sou assim meio... irresistível e engraçadinha. Só que não. Mesmo.

Queria falar sobre nuvens de algodão-doce, mas as transformei em tempestades de café amargo. Desculpe-me pelo inconveniente, já não estamos mais em horário comercial. Volte novamente mais tarde, e compre seus ingredientes infalíveis e sorridentes. Por enquanto, sua receita estará incompleta. Sem açúcar, sem afeto, sem amor. Um pouco de azedume, pra dar o charme especial. Por conta da casa, show?
Mas só por hoje, eu prometo. Hoje é feriado nacional na terra do Vamos Tentar Jogar o Jogo do Contente e Ver que Somos Poeiras Estelares Tudo É Lindo e Azul. Permitindo-me entristecer.
A Fada Verde vai me salvar. Ou me mandar para baixo do rio.
Espero que esse feriado maluco tenha prazo de validade, e que acabe logo. Espero mesmo, de coração. Ou de dois, porque vai que eu sou uma Senhorita do Tempo.













terça-feira, 15 de outubro de 2013

Dualidade onda-partícula

"Como ia ter que viver na tal da Galáxia, o jeito era aprender alguma coisa sobre ela."


PRÓLOGO 

O texto abaixo é meramente uma obra de ficção. As personagens existem apenas na minha imaginação. Eu sou eu, e você é quem lê. É uma história sem início, meio e fim, mas eu gosto de imaginá-la como uma narração dissertativa (acabei de inventar). Se você quer o resumo de todo esse blém-blém, vá de uma vez para o epílogo e então decida se quer ler ou não. Eu não indicaria. Não é uma história de amor, é uma história de nada. Eu gosto de inventar personalidades.


INTRODUÇÃO 

Há aquele momento estranho na nossa vida a em que admitir a necessidade de algo ou alguém é o que precisamos para seguir em frente. "Eu estou feliz, por que você não está feliz?" Eu achava que não havia motivos para isso, mas eu estava enganada.
Ser feliz é se libertar. E se permitir ser feliz é libertador. Experimente, se puder. Pelo menos uma vez, não tenha medo de falar o que acha. 

DESENVOLVIMENTO 

A verdade é que eu sou teoria, e você é prática. 
Possuo uma estranha mania de observar as pessoas e imaginar suas vidas, seus sonhos, seus medos, sua rotina. Você possui uma estranha mania de solucionar problemas, brincar com as pessoas e beber cerveja. Para mim, admitir quem eu sou e as minhas crises existenciais e a minha não importância para o universo infinito é fácil, concreto e extremo. Para você,  é relativo, tudo é relativo. Acho que você está certo. Eu consigo admitir isso. Você nunca conseguiria,  se fosse o contrário. 
Eu consigo falar demais e não dizer nada enquanto digo tudo. Você,  esperto, apenas observa - ser evasivo é parte da sua personalidade. Também me representa. 
Eu costumo procurar uma razão pra tudo, mas dificilmente consigo uma resposta. Você, entretanto, mesmo sem querer comemora cada descoberta boba, como se o mais importante fosse ser o vencedor de uma competição inexistente sobre algum jogo qualquer (pode chamar de vida). 
Eu sou extremamente paranoica, apesar de parecer sempre indiferente. Você... não estou na sua mente, mas acho que você é, nesse sentido, quem eu gostaria de ser:  "tá, mas e daí?" 
Enquanto eu pergunto porque as pessoas são tão misteriosas e surpreendentes, você simplesmente aceita "relaxa, cara, é bem simples, as pessoas que complicam". 
Eu faço perguntas sobre o Tempo, você responde numa linguagem quântica. 
Eu estou sempre lembrando do passado. O seu foco é o futuro. 
Eu gosto de escrever coisas sem sentido, porque é a forma que eu encontrei para buscar a verdade do que não existe. Você gasta seu dinheiro com futilidade pelo mesmo motivo. 
Eu estou sempre tomando decisões e fazendo escolhas mentalmente sobre tudo, numa tentativa de ficar bem comigo mesma a qualquer custo. Você é péssimo em tomar decisões. Evita, sempre que possível. É a lei da inércia que tanto conhece... mas cem reais em cogumelo? Demais, não acha?
Eu sou uma louca, mas você é tão louco quanto. 
Eu gosto de deixar as coisas claras, preto no branco, mas você gosta de cabelos coloridos. 
Eu tenho medo de não ser boa em nada. Você tenta ser bom em tudo porque acha que é só o que lhe resta. Eu acho que você é um idiota, porque é tão vazio quanto eu mas não tem coragem de admitir. Você me acha uma lunática, boba e apaixonada, fraca e sensível. Você está errado. Amor em potencial não é amor. É confusão. E de confusão o mundo está cheio (de pessoas também).
Eu costumo dizer que você pode ir, então, há outros mundos além destes. Você costuma rir e dizer que há outras dimensões, e que é possível  viajar entre elas. Eu não tenho uma resposta pra isso. Sou viajada demais, queria que fosse verdade.

CONCLUSÃO 

Eu acho que fui longe demais. Alguns infinitos são maiores que outros... Algumas viagens também. Não tenho culpa. Blém-blém pelas frésias. Mas você pode me culpar (eu culparei o Ka). Eu disse, aceitar é libertador. Você diz a verdade, eu digo obrigada, você diz ok, eu digo ok, você diz boa noite e eu digo pra você ter pesadelos.  
Eu estou feliz. Você não está?  É bom conseguir algumas respostas.
42. Shine on you crazy diamond. 

EPÍLOGO

Você e suas possíveis reações: 

1. Não entendi o que você disse. Você não faz sentido.
Eu: se eu não faço sentido, como minhas palavras poderiam fazê-lo? 
"Os argumentos contra a loucura caem por terra com um leve farfalhar."

2. Você exagerou, como sempre. Não tem nada a ver comigo. 
Eu: ok. Não é pra levar a sério, é apenas uma brincadeira (minha vez!) pra você. Eu gosto de escrever.
"Há outros mundos além destes."


"A história de todas as grandes civilizações galácticas tende a atravessar três fases distintas e identificáveis - as da sobrevivência, da interrogação e da sofisticação, também conhecidas como as fases do como, do porquê e do onde.
Por exemplo: a primeira fase é caracterizada pela pergunta: Como vamos poder comer?
A segunda, pela pergunta: Por que comemos?
E a terceira, pela pergunta: Onde vamos almoçar?
Neste momento o interfone da nave soou. 
- Ô terráqueo! Está com fome, garoto? - Era a voz de Zaphod.
- É, seria legal comer alguma coisa - disse Arthur.
- Então se segure - disse Zaphod - que a gente vai dar uma paradinha no Restaurante no Fim do Universo."

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tudo na mesma

Aquela fulgaz vontade de escrever ataca novamente! Não tão intensamente como semana passada, porque é assim que as coisas têm que ser, não é mesmo? Hoje eu posso, semana passada não podia, e que deixe a roda do ka girar e a minha imaginação me dominar (mesmo não sendo no dia que ela queria!).
Que surtada você é, garota. Pode parar com as rimas. Por que rimas se teu coração (ou cérebro?) não sorri? Isso é contra as regras, sabia? E por que cargas d'água eu não posso burlar as regras? Olha só, veja isso, que loucura, que insano! Pareço ter perdido o controle das palavras, elas estão simplesmente escapulindo! Não sei o que quero dizer com todo esse blém-blém pelas frésias, MAS ACHO QUE ISSO EXPLICA MUITA COISA! Batidas na porta, acho que é Supremacy.
Agora estou quase absolutamente certa de que na verdade eu estou
(cheia de blém-blém pelas frésias)
(enlouquecendo)
(surtando)
(talvez apenas enchendo mais um texto de palavras e nada mais do que isso com licença obrigada)
doida varrida, com uns parafusos a menos, na terra do nunca onde a alice perdeu as botas
perdida na escuridão da vida
não eu nunca li um di-cio-nário na minha vida.

Talvez a explicação pra isso tudo seja excesso. Excesso de busca de SENTIDO. Jesus, Maria, e JoJo, o carpinteiro, qual a necessidade dessa frenética necessidade de entender tudo? (ou nada ou o tudo ou o nada e que comecem as viagens na maionese, pode apertar play no disco de pink floyd, chegou a hora)
Não, sério, NA BOA. Na boníssima. Na boina boníssima da boa boazuda bacana e legal barbatana vida. 
Por que tentar entender tudo? E, uma vez TENTANDO, fica difícil parar. Eu quero dizer que: eu sei que não faz sentido entender as coisa-tudo-louca-do-espaço-tempo-coisado, mas nossa senhorinha, por que insistir nisso? Nessas horas a originalidade faz falta. Só queria pensar um pouco em como meu cabelo tá feio hoje ou como aquele cara com uma camisa de uma banda daora parece ser legal. Não que eu não faça isso, não sejamos hipócritas, meus caros, mas é que: ISSO BASTARIA. Pelo menos uma vez seria suficiente pra me sentir livre. Livre dos meus pensamentos (muitas muitíssimas vezes depressivos, eu diria, mas isso definitivamente não vem ao caso agora, porque vocês - leitores invisíveis ou caros amigos que sempre costumam ler os textos das gêmeas maluquinhas - sabem como eu sou dramática, não é mimimi, são só os conflitos existenciais da existência, normal, qualquer ser que vive nessa borda brega da galáxia e nos outros mundos além destes sente. Enfim, o ponto é (sem sigma 2 entrando no plano, estou cansada disso, obrigada, de nada) que eu me sinto sufocada. Por mim mesma, olha que coisa mais PERTURBADA! O mundo também sufoca, a sofreguidão das coisas, mas não entremos nesse mérito, não hoje, hoje é dia de FICAR INSANO, BEBÊ! INSANO COMO BLAINE, INSANO COMO UM TRENZINHO QUE FAZ CHU-CHU E É MALVADO E GOSTA DE CHARADAS E DETESTA BRINCADEIRINHAS TOLAS (NÃO ME FAÇAM PERGUNTINHAS BOBAS!).

Sufoca. Sufoca não parar de pensar. Gente, pensar em não pensar é assustadoramente sufocante. Não há outra palavra pra isso, socorro, eu poderia por favor cantar pros carneirinhos em paz? Não, né? Então... é como se eu não tivesse controle de nada, ora, isso eu já sei, tá tudo por conta do ka, do fanfarão, ou do destino, como quiser, como você prefere acreditar. Mas, mas: POR QUE MEUS ABRE ASPAS PENSAMENTOS SÃO COMO ESTRELAS QUE NÃO CONSIGO ORGANIZAR EM CONSTELAÇÕES FECHA ASPAS? Por que não podem ser lineares, ao menos um pouquinho, pra me dar um descanso dessas crises existenciais meio loucas (e tristes)? Tipo. Cansa.
Cansa se sentir estranha sempre. Estranheza pra tudo: falar, andar, agir, cantar, fazer integrais malucas, catar pedrinhas, regar plantinhas, escrever, pensar. Sei lá, acho que esse texto é quase que um apelo para a normalidade entrar na minha vida, não no sentido de "nossa como sou diferente sou tão diferente ((só que não))" É uma súplica pra eu me sentir apenas bem
Saudades me sentir bem. Comigo mesma e com o mundo, não que isso interesse pra você que está lendo agora, mas senti uma súbita vontade de desabafar.
Interrompi o clima pinkflodiano da parada, foi mal. É só que... né. Eu tenho que jogar o jogo do contente, ver o lado bom das coisas (PORQUE EXISTE UM LADO BOM, SABIA?). Acreditar em mim. Nas pessoas, no mundo, no meu futuro, no passado, no presente. Confiar (desconfiando) do ka, mas ficar O.K. de boa com isso, de boa na lagoa, suave na astronave -for real-. Por mais que às vezes isso pareça impossível, e de volta, talvez só pelo excesso de pensamentos, de crises existenciais (talvez eu tenha crises existenciais demais para apenas 19 anos, mas 19 é a chave, então isso precisa significar algo), de blém-blém pelas frésias. Eu preciso tentar. Preciso arranjar uma "pá de prata, uma trouxa, uma história de mim", algo que me faça manter os pés neste mundo. Porque oras, este mundo pode ser uma coisa chata e verde-azulada (mentira, todos sabemos que a Terra não é chata hashtag offline do site), que está repleto de gente realmente malvada ou então de tristezas imensuráveis (que eu sei que existem, eu sei, eu sei, mas eu só posso sorrir e acenar e agradecer a Deus que apesar de todo este suposto mimimi insano eu tenho tudo no lugar tudo nos conformes e não refiro somente a minha pessoinha enfim). Lá  e de volta outra vez, eu estou neste mundo, ele pode ser entediante e triste e bobo e lunático e (one minute to midnight) tudo o mais, mas ele é meu, me pertence, tenho que viver com isso da melhor maneira possível. Sorrir e acenar, mas sorrir de verdade, de coração. Tentar lidar com as mazelas da vida. Tentar ver o lado bom das coisas (porque existe um lado bom, eu sei que você sabe disso, eu já afirmei, mas estou ratificando mais uma vez só pra ter certeza). Pensar, por mais incrivelmente insano e sufocante que pareça, que somos poeiras estelares, bem legais, porque não é poeira qualquer (mesmo que a poeira da poeira seja uma poeira e olha que palavra esquisita já perdeu o sentido), é poeira de ESTRELA! Que coisa mais linda. O Universo e toda a sua grandeza, não vamos nos sentir pequenos, por mais que sejamos... Que tal só por hoje nos sentirmos (olha eu, falando em terceira pessoa, desculpe-me pelo inconveniente disso) IMPORTANTES? Relevantes. Por favor, não pode ser tão difícil assim. 1, 2, 3 e 4, fogo nos olhos! Wow. Star. Look at the stars, let hope burn in your eyes. Muse estava certo. (No final das contas, tudo dá em Mousse.)

(Tudo na mesma)

Queria poder ir para Wonderland, fugir para Neverland, Nárnia, Booya Moon (mas só durante o dia, quando não há risonhos nem garoto espichado nenhum) e conhecer outros inúmeros e infinitos mundos que há (nem que seja por um segundo sequer). E ora, o que me impede? Nada, porque eu sou um elfo livre, mesmo que às vezes seja refém dos meus próprios pensamentos que mais parecem rios carregados de sedimentos. Mas eu não posso me esquecer daqui, do meu mundo. Porque é nele que eu realmente estou, então que eu fique e fique pra valer e bote pra quebrar (nem que sejam os vidros de quando a minha cantoria começar). Buscar a felicidade, ou a ideia de buscar a felicidade, ou a ideia de buscar qualquer coisa que seja. Sentido, mesmo que não tenha sentido nisso mesmo, o que me importa? É quem eu sou, não há como mudar. Só acho que está na hora de lidar com isso, de aprender a lidar com isso, buscar meu refúgio na casa do pão de gengibre da vida real. E viver. E ter a consciência de que eu sou capaz disso. Sem muitos 'blém-blém". Deixar a roda do ka girar, como sempre, Eu posso ser paranoica, mas não sou uma androide.  Então eu posso ser uma simples humana dançarina, e agradecer pelos peixes, e dizer que há outros mundos além destes. E pedir desculpas pelo inconveniente mais uma vez, mas não tem jeito, sinto muito, era tudo o que eu tinha a dizer, pessoal.

Leveza. Quase posso errar o chão agora, e voar, e voar... junto com as minhas palavras - tão libertadoras e amigas, apesar de tratá-las assim, de um jeitinho meio esquisito. Verdadeira amizade, tá aí. 

"E tudo estava bem."