PRÓLOGO
O texto abaixo é meramente uma obra de ficção. As personagens existem apenas na minha imaginação. Eu sou eu, e você é quem lê. É uma história sem início, meio e fim, mas eu gosto de imaginá-la como uma narração dissertativa (acabei de inventar). Se você quer o resumo de todo esse blém-blém, vá de uma vez para o epílogo e então decida se quer ler ou não. Eu não indicaria. Não é uma história de amor, é uma história de nada. Eu gosto de inventar personalidades.
INTRODUÇÃO
Há aquele momento estranho na nossa vida a em que admitir a necessidade de algo ou alguém é o que precisamos para seguir em frente. "Eu estou feliz, por que você não está feliz?" Eu achava que não havia motivos para isso, mas eu estava enganada.
Ser feliz é se libertar. E se permitir ser feliz é libertador. Experimente, se puder. Pelo menos uma vez, não tenha medo de falar o que acha.
DESENVOLVIMENTO
A verdade é que eu sou teoria, e você é prática.
Possuo uma estranha mania de observar as pessoas e imaginar suas vidas, seus sonhos, seus medos, sua rotina. Você possui uma estranha mania de solucionar problemas, brincar com as pessoas e beber cerveja. Para mim, admitir quem eu sou e as minhas crises existenciais e a minha não importância para o universo infinito é fácil, concreto e extremo. Para você, é relativo, tudo é relativo. Acho que você está certo. Eu consigo admitir isso. Você nunca conseguiria, se fosse o contrário.
Eu consigo falar demais e não dizer nada enquanto digo tudo. Você, esperto, apenas observa - ser evasivo é parte da sua personalidade. Também me representa.
Eu costumo procurar uma razão pra tudo, mas dificilmente consigo uma resposta. Você, entretanto, mesmo sem querer comemora cada descoberta boba, como se o mais importante fosse ser o vencedor de uma competição inexistente sobre algum jogo qualquer (pode chamar de vida).
Eu sou extremamente paranoica, apesar de parecer sempre indiferente. Você... não estou na sua mente, mas acho que você é, nesse sentido, quem eu gostaria de ser: "tá, mas e daí?"
Enquanto eu pergunto porque as pessoas são tão misteriosas e surpreendentes, você simplesmente aceita "relaxa, cara, é bem simples, as pessoas que complicam".
Eu faço perguntas sobre o Tempo, você responde numa linguagem quântica.
Eu estou sempre lembrando do passado. O seu foco é o futuro.
Eu gosto de escrever coisas sem sentido, porque é a forma que eu encontrei para buscar a verdade do que não existe. Você gasta seu dinheiro com futilidade pelo mesmo motivo.
Eu estou sempre tomando decisões e fazendo escolhas mentalmente sobre tudo, numa tentativa de ficar bem comigo mesma a qualquer custo. Você é péssimo em tomar decisões. Evita, sempre que possível. É a lei da inércia que tanto conhece... mas cem reais em cogumelo? Demais, não acha?
Eu sou uma louca, mas você é tão louco quanto.
Eu gosto de deixar as coisas claras, preto no branco, mas você gosta de cabelos coloridos.
Eu tenho medo de não ser boa em nada. Você tenta ser bom em tudo porque acha que é só o que lhe resta. Eu acho que você é um idiota, porque é tão vazio quanto eu mas não tem coragem de admitir. Você me acha uma lunática, boba e apaixonada, fraca e sensível. Você está errado. Amor em potencial não é amor. É confusão. E de confusão o mundo está cheio (de pessoas também).
Eu costumo dizer que você pode ir, então, há outros mundos além destes. Você costuma rir e dizer que há outras dimensões, e que é possível viajar entre elas. Eu não tenho uma resposta pra isso. Sou viajada demais, queria que fosse verdade.
CONCLUSÃO
Eu acho que fui longe demais. Alguns infinitos são maiores que outros... Algumas viagens também. Não tenho culpa. Blém-blém pelas frésias. Mas você pode me culpar (eu culparei o Ka). Eu disse, aceitar é libertador. Você diz a verdade, eu digo obrigada, você diz ok, eu digo ok, você diz boa noite e eu digo pra você ter pesadelos.
Eu estou feliz. Você não está? É bom conseguir algumas respostas.
42. Shine on you crazy diamond.
EPÍLOGO
Você e suas possíveis reações:
1. Não entendi o que você disse. Você não faz sentido.
Eu: se eu não faço sentido, como minhas palavras poderiam fazê-lo?
"Os argumentos contra a loucura caem por terra com um leve farfalhar."
2. Você exagerou, como sempre. Não tem nada a ver comigo.
Eu: ok. Não é pra levar a sério, é apenas uma brincadeira (minha vez!) pra você. Eu gosto de escrever.
"Há outros mundos além destes."
"A história de todas as grandes civilizações galácticas tende a atravessar três fases distintas e identificáveis - as da sobrevivência, da interrogação e da sofisticação, também conhecidas como as fases do como, do porquê e do onde.
Por exemplo: a primeira fase é caracterizada pela pergunta: Como vamos poder comer?
A segunda, pela pergunta: Por que comemos?
E a terceira, pela pergunta: Onde vamos almoçar?
Neste momento o interfone da nave soou.
- Ô terráqueo! Está com fome, garoto? - Era a voz de Zaphod.
- É, seria legal comer alguma coisa - disse Arthur.
- Então se segure - disse Zaphod - que a gente vai dar uma paradinha no Restaurante no Fim do Universo."
"A história de todas as grandes civilizações galácticas tende a atravessar três fases distintas e identificáveis - as da sobrevivência, da interrogação e da sofisticação, também conhecidas como as fases do como, do porquê e do onde.
Por exemplo: a primeira fase é caracterizada pela pergunta: Como vamos poder comer?
A segunda, pela pergunta: Por que comemos?
E a terceira, pela pergunta: Onde vamos almoçar?
Neste momento o interfone da nave soou.
- Ô terráqueo! Está com fome, garoto? - Era a voz de Zaphod.
- É, seria legal comer alguma coisa - disse Arthur.
- Então se segure - disse Zaphod - que a gente vai dar uma paradinha no Restaurante no Fim do Universo."
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