terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tudo na mesma

Aquela fulgaz vontade de escrever ataca novamente! Não tão intensamente como semana passada, porque é assim que as coisas têm que ser, não é mesmo? Hoje eu posso, semana passada não podia, e que deixe a roda do ka girar e a minha imaginação me dominar (mesmo não sendo no dia que ela queria!).
Que surtada você é, garota. Pode parar com as rimas. Por que rimas se teu coração (ou cérebro?) não sorri? Isso é contra as regras, sabia? E por que cargas d'água eu não posso burlar as regras? Olha só, veja isso, que loucura, que insano! Pareço ter perdido o controle das palavras, elas estão simplesmente escapulindo! Não sei o que quero dizer com todo esse blém-blém pelas frésias, MAS ACHO QUE ISSO EXPLICA MUITA COISA! Batidas na porta, acho que é Supremacy.
Agora estou quase absolutamente certa de que na verdade eu estou
(cheia de blém-blém pelas frésias)
(enlouquecendo)
(surtando)
(talvez apenas enchendo mais um texto de palavras e nada mais do que isso com licença obrigada)
doida varrida, com uns parafusos a menos, na terra do nunca onde a alice perdeu as botas
perdida na escuridão da vida
não eu nunca li um di-cio-nário na minha vida.

Talvez a explicação pra isso tudo seja excesso. Excesso de busca de SENTIDO. Jesus, Maria, e JoJo, o carpinteiro, qual a necessidade dessa frenética necessidade de entender tudo? (ou nada ou o tudo ou o nada e que comecem as viagens na maionese, pode apertar play no disco de pink floyd, chegou a hora)
Não, sério, NA BOA. Na boníssima. Na boina boníssima da boa boazuda bacana e legal barbatana vida. 
Por que tentar entender tudo? E, uma vez TENTANDO, fica difícil parar. Eu quero dizer que: eu sei que não faz sentido entender as coisa-tudo-louca-do-espaço-tempo-coisado, mas nossa senhorinha, por que insistir nisso? Nessas horas a originalidade faz falta. Só queria pensar um pouco em como meu cabelo tá feio hoje ou como aquele cara com uma camisa de uma banda daora parece ser legal. Não que eu não faça isso, não sejamos hipócritas, meus caros, mas é que: ISSO BASTARIA. Pelo menos uma vez seria suficiente pra me sentir livre. Livre dos meus pensamentos (muitas muitíssimas vezes depressivos, eu diria, mas isso definitivamente não vem ao caso agora, porque vocês - leitores invisíveis ou caros amigos que sempre costumam ler os textos das gêmeas maluquinhas - sabem como eu sou dramática, não é mimimi, são só os conflitos existenciais da existência, normal, qualquer ser que vive nessa borda brega da galáxia e nos outros mundos além destes sente. Enfim, o ponto é (sem sigma 2 entrando no plano, estou cansada disso, obrigada, de nada) que eu me sinto sufocada. Por mim mesma, olha que coisa mais PERTURBADA! O mundo também sufoca, a sofreguidão das coisas, mas não entremos nesse mérito, não hoje, hoje é dia de FICAR INSANO, BEBÊ! INSANO COMO BLAINE, INSANO COMO UM TRENZINHO QUE FAZ CHU-CHU E É MALVADO E GOSTA DE CHARADAS E DETESTA BRINCADEIRINHAS TOLAS (NÃO ME FAÇAM PERGUNTINHAS BOBAS!).

Sufoca. Sufoca não parar de pensar. Gente, pensar em não pensar é assustadoramente sufocante. Não há outra palavra pra isso, socorro, eu poderia por favor cantar pros carneirinhos em paz? Não, né? Então... é como se eu não tivesse controle de nada, ora, isso eu já sei, tá tudo por conta do ka, do fanfarão, ou do destino, como quiser, como você prefere acreditar. Mas, mas: POR QUE MEUS ABRE ASPAS PENSAMENTOS SÃO COMO ESTRELAS QUE NÃO CONSIGO ORGANIZAR EM CONSTELAÇÕES FECHA ASPAS? Por que não podem ser lineares, ao menos um pouquinho, pra me dar um descanso dessas crises existenciais meio loucas (e tristes)? Tipo. Cansa.
Cansa se sentir estranha sempre. Estranheza pra tudo: falar, andar, agir, cantar, fazer integrais malucas, catar pedrinhas, regar plantinhas, escrever, pensar. Sei lá, acho que esse texto é quase que um apelo para a normalidade entrar na minha vida, não no sentido de "nossa como sou diferente sou tão diferente ((só que não))" É uma súplica pra eu me sentir apenas bem
Saudades me sentir bem. Comigo mesma e com o mundo, não que isso interesse pra você que está lendo agora, mas senti uma súbita vontade de desabafar.
Interrompi o clima pinkflodiano da parada, foi mal. É só que... né. Eu tenho que jogar o jogo do contente, ver o lado bom das coisas (PORQUE EXISTE UM LADO BOM, SABIA?). Acreditar em mim. Nas pessoas, no mundo, no meu futuro, no passado, no presente. Confiar (desconfiando) do ka, mas ficar O.K. de boa com isso, de boa na lagoa, suave na astronave -for real-. Por mais que às vezes isso pareça impossível, e de volta, talvez só pelo excesso de pensamentos, de crises existenciais (talvez eu tenha crises existenciais demais para apenas 19 anos, mas 19 é a chave, então isso precisa significar algo), de blém-blém pelas frésias. Eu preciso tentar. Preciso arranjar uma "pá de prata, uma trouxa, uma história de mim", algo que me faça manter os pés neste mundo. Porque oras, este mundo pode ser uma coisa chata e verde-azulada (mentira, todos sabemos que a Terra não é chata hashtag offline do site), que está repleto de gente realmente malvada ou então de tristezas imensuráveis (que eu sei que existem, eu sei, eu sei, mas eu só posso sorrir e acenar e agradecer a Deus que apesar de todo este suposto mimimi insano eu tenho tudo no lugar tudo nos conformes e não refiro somente a minha pessoinha enfim). Lá  e de volta outra vez, eu estou neste mundo, ele pode ser entediante e triste e bobo e lunático e (one minute to midnight) tudo o mais, mas ele é meu, me pertence, tenho que viver com isso da melhor maneira possível. Sorrir e acenar, mas sorrir de verdade, de coração. Tentar lidar com as mazelas da vida. Tentar ver o lado bom das coisas (porque existe um lado bom, eu sei que você sabe disso, eu já afirmei, mas estou ratificando mais uma vez só pra ter certeza). Pensar, por mais incrivelmente insano e sufocante que pareça, que somos poeiras estelares, bem legais, porque não é poeira qualquer (mesmo que a poeira da poeira seja uma poeira e olha que palavra esquisita já perdeu o sentido), é poeira de ESTRELA! Que coisa mais linda. O Universo e toda a sua grandeza, não vamos nos sentir pequenos, por mais que sejamos... Que tal só por hoje nos sentirmos (olha eu, falando em terceira pessoa, desculpe-me pelo inconveniente disso) IMPORTANTES? Relevantes. Por favor, não pode ser tão difícil assim. 1, 2, 3 e 4, fogo nos olhos! Wow. Star. Look at the stars, let hope burn in your eyes. Muse estava certo. (No final das contas, tudo dá em Mousse.)

(Tudo na mesma)

Queria poder ir para Wonderland, fugir para Neverland, Nárnia, Booya Moon (mas só durante o dia, quando não há risonhos nem garoto espichado nenhum) e conhecer outros inúmeros e infinitos mundos que há (nem que seja por um segundo sequer). E ora, o que me impede? Nada, porque eu sou um elfo livre, mesmo que às vezes seja refém dos meus próprios pensamentos que mais parecem rios carregados de sedimentos. Mas eu não posso me esquecer daqui, do meu mundo. Porque é nele que eu realmente estou, então que eu fique e fique pra valer e bote pra quebrar (nem que sejam os vidros de quando a minha cantoria começar). Buscar a felicidade, ou a ideia de buscar a felicidade, ou a ideia de buscar qualquer coisa que seja. Sentido, mesmo que não tenha sentido nisso mesmo, o que me importa? É quem eu sou, não há como mudar. Só acho que está na hora de lidar com isso, de aprender a lidar com isso, buscar meu refúgio na casa do pão de gengibre da vida real. E viver. E ter a consciência de que eu sou capaz disso. Sem muitos 'blém-blém". Deixar a roda do ka girar, como sempre, Eu posso ser paranoica, mas não sou uma androide.  Então eu posso ser uma simples humana dançarina, e agradecer pelos peixes, e dizer que há outros mundos além destes. E pedir desculpas pelo inconveniente mais uma vez, mas não tem jeito, sinto muito, era tudo o que eu tinha a dizer, pessoal.

Leveza. Quase posso errar o chão agora, e voar, e voar... junto com as minhas palavras - tão libertadoras e amigas, apesar de tratá-las assim, de um jeitinho meio esquisito. Verdadeira amizade, tá aí. 

"E tudo estava bem."



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