domingo, 10 de novembro de 2013

Lance de irmãs

Bom, vamos lá, good twin! Prepare seus lencinhos (só que não) e aperte os cintos porque você vai decolar numa viagem intergaláctica muito aloprada! Eu estava pensando nesse "Projeto Lou" (que provavelmente vou definir um título mais apropriado futuramente, algo que terá uma referência legal se eu conseguir lembrar, é claro). Não sei o que escrever, por enquanto, mas tem a ver com poesia e tristeza e loucura e gemialidade. E vai ser um texto nosso, se é que me entende. Tá aqui, mas temporariamente. É muita exposição, sinta-se livre para eliminá-lo sempre que quiser daqui. E ah, vai ter playlist, porque eu sou chique, benhê. Música. Para você. Escolhida por mim. Porque foi assim que eu tive a ideia. Algo tipo Christine, mas não é nenhum conto do rei do Maine, não. É algo mais real, e menos sombrio. Ou não.

(Só pra explicar mais ou menos, porque eu sei que você é lerda: cada trecho vai ter uma música. Clique no link da música enquanto você lê. Escolhi cuidadosamente cada uma (e vou aprimorado conforme o decorrer, é porque por enquanto está difícil lembrar, sabe como é... É como aquele filme do cara do sapato.)


Essa é uma história da garota que tinha uma irmã gêmea magricela e tagarela. Uma garota que sempre estava a sorrir quando criança, e a observar tudo à sua volta. Teorizava tudo: o Universo, as pessoas, a própria vida, a sua mente. Acreditava em Deus, mas não muito na religião, apesar de dizer veementemente que acha necessário para que as pessoas vivam bem. (Eu concordo plenamente com isso). Enfim, é uma pessoa adorável, possui uma covinha invejável por mim e umas bochechas fofas. Está sempre me chamando de chata por aí, dizendo que eu sou isso e aquilo. Essa menina, da foto do sorriso fechado, também conhecida como extensão, ou então como Lou, não está mais tão feliz assim. Não sente que pertence a nenhum lugar. Tenta me enganar dizendo que está tudo bem, que é só uma fase (e oremos que sim!). Por quê? Por quê? Por que ela insiste em dizer isso? Parece que está no curso errado. Parece que nada vai dar certo pra ela, ou melhor, você, nunca. Nunca, nunquinha. Porque a senhorita nariz de batata 1 não pode ser feliz. A senhorita nariz de batata 1 não vai conseguir se formar. E, se sim, vai ficar desempregada. Todo o esforço terá sido em vão. Anos da vida desperdiçados em estudo pra não conseguir um mísero estágio não remunerado por aí. Além do mais,  got no friends, got no lover.
Está sempre se questionando sobre as coisas. Nada parece fazer sentido, nada faz o menor sentido. A solidão sem fim. O pânico de socializar, que a cada dia piora. Isso é constatado pelo fato de só ter comido um croissant de chocolate no Show uma vez esse período, e só depois de muito tempo. A vida que não tá fácil (pra ninguém, observemos). O corpo que diz não ser bonito. O rosto que fariam as coisas serem mais fáceis se fosse belo como um floco de neve no microscópio. Enfim, tudo. E nada. Tudo é nada, tudo não tem significado nenhum. A vida sendo uma eterna prova de Física, que mesmo você se matando de estudar, você vai levar "bomba".
Dois parágrafos acima, e eu sei que você se acha exatamente assim: invisível, injustiçada (mas agradece, de coração mesmo, por tudo o que tem, e se sente mal por se sentir mal. É um ciclo sem fim), infeliz. Infeliz é a palavra chave: "infeliz" "mente".
Vai ao banheiro, volta sorrindo. Sorriso amarelo, sorriso de mentira. BOOYAH! Te peguei, você estava chorando. O rosto limpinho, lavado pelas lágrimas (por n motivos indefinidos na sua mente: confusão, solidão, milhares de coisas pra estudar, fazer, sono, dormir, tédio, vida...) e pelo super sabonete à prova de Desconfiança de Que Alguém Estava Chorando. Pergunto se você está bem, e você diz que sim. Você diz a verdade e eu quase se dou um murro na cara, porque sei que está mentindo. E não é de agora. Disse que você é tóxica, mas estava mentindo também (sou humana e não dançarina, então me desculpe por isso). A tristeza é tóxica, e contagiante. E vicia. Sim, vicia muito. Tanto é que quando temos momentos de felicidade brincamos de que não deve ter sido real. Negamos a nós mesmas a felicidade, e isso não é de hoje. E eu percebo logo quando você está neste estado latente de mudança de fase. Está derretendo, o seu coração. Calor latente de fusão, eu diria, só pra ser específica. Você está sendo invadida por um líquido chamado preguiça de viver. Melhor, preguiça de existir. Porque você acha que não vive. Que só estuda (e ainda sim consegue se ferrar bonito, muito bem, parabéns para o departamento filho da mãe).
(Preciso escrever mais 3 minutos de leitura porque senão ficarei com nervoso, a minha ideia era colocar mais músicas, mas infelizmente tá tarde e eu preciso dormir).
Conversas intermináveis durante a madrugada. Crises existenciais infinitas e compartilhadas mutuamente. Telepatia, telecinese [insira aqui todas as palavras da abertura de fringe], lance de irmãs, LOVE, bool bom.  SINTA A BAD BATIDA DO VERÃO. Parece que tem algo de errado com você. Algo que é meio... pancada. Não é intencional, eu sei, mas você sabe... Há outros mundos além destes, de fato, e às vezes parece que você está hipnotizada por um certo lago.
(lago da tristeza)
lago de ondas nem tão radicais assim... um lugar onde tudo é aparentemente real, mas estranho. nada faz sentido... tudo parece ERRADO, e é, é muito errado, é CREEP, É I DON'T BELONG HERE WHAT THE HELL AM I DOING HERE.............................. 
lago da discórdia OH discórdia não pode cê as vozes te chamando
você vai se afogar se eu não te salvar vai sim você é uma péssima nadadora
bebê você se esqueceu de tomar os seus remédios? VÁ TOMAR OS SEUS REMÉDIOS
Não, não, não! NÃOOOOOOOOOOO! Sem lago, não olhe para o lago! Quer dizer, olhe, mas não se deixe levar. É uma brincadeira de péssimo gosto, você sabe! Pra que tanto mimimi se tem tanto UOOOOOH por aí? É TUDO CULPA DO LAGO! E DA TORRE! Você deveria seguir os feixes de luz. Deixar o ka te levar. CONFIE DESCONFIANDO.
BLAINE É UM SACO E ESSA É A VERDADE. EU SOU UM SACO E ESSA É A VERDADE.
MAS NÃO HÁ NADA QUE VOCÊ POSSA FAZER PRA MUDAR ISSO.
TUDO É UM SACO E ESSA É A VERDADE.
MAS SORRIE E ACENE
sorrir e acenar é o que há sempre pois não há nada mais a se fazer
e a realidade É Ralph, eu não estou dizendo que não é.
Eu preciso desmentir tudo aquilo que falei alguns parágrafos acima, porque vai que você não entende. É muito pamonha a gêmea gordinha.
Eu preciso de você bem. Preciso de você aqui, na Terra, comigo, sorrindo. Tendo crises de risos. Se emocionando, sendo feliz, ou estando feliz, tanto faz. Se estressando quando tem que se estressar, mas preciso que você acredite que as coisas vão mudar. Senão você cai no poço, ou melhor, no lago, e me leva junto. Eu iria contigo. Mas não quero ir, não quero que nenhuma de nós afunde. Porque a vida é um morango, ele pode ser podre, mas sempre há uma estação em que todos os morangos são deliciosos. E se eles estão amargos nós colocamos açúcar, passamos por debaixo da "porta", e fica tudo bem, de verdade, de verdade. Todos os morangos atravessam a porta e encontram a felicidade na simplicidade da vida, no sorriso de criança, na aventura de um mundo que pertence a ele de fato.


I see Lucy in the sky telling me I'm high.
Aproveite a vibe da música, apesar da letra ser meio "me jogue no rio", não é pra você se jogar. É pra você se sentir bem sendo quem você é. Sendo supimpa e carismática e absurdamente amigável. E certifique-se de ler quando a música começar, acho que esse link tá com defeito. (E certifique-se de pular o anúncio também antes de começar a ler, manezona.)
(Volte pro começo dessa parte quando ele começar a cantar, leia de novo este primeiro parágrafo, obrigada pela atenção).

Você precisa embarcar nesta viagem alucinógena através dos caminhos da vida. Nada é fácil, você sabe, mas nada é tão difícil assim que não possa ser resolvido. E quando tudo parece vazio e sem sentido e quando estudar é um saco e nem isso serve pra te fazer esquecer das crises existenciais da vida, ora, eu digo, espere passar. Porque vai passar, você sabe disso tão bem quanto eu. O que você precisa ter é esperança, perspectiva. Eu sei que você não tem. Nem em você, nem no quesito pessoal e profissional. Mas acredite, TEM SIM, eu tô ouvindo a fada verde e ela tá me dizendo isso, ok?
O ka vai agir. O ka é uma roda, e eu acredito que a roda por ter um formato geométrico pré-estabelecido bem deifnido é bom, vai ser legal. O caminho vai ser legal. Os picos de felicidade vão ser legais, e a constante não vai mais poder ser negativa. Não, não, não!!!!!!! Tannananannnnnnnnnnnn
(tananannnnnnnannan)
CONSTANTE IGUAL A QUARENTA E DOIS OU DEZENOVE OU NOVENTA E NOVE, A ESCOLHA É SUA, É TUDO AZUL E POSITIVO E FELIZ LARALALALLA
Acredite em mim quando eu digo que você tem um potencial enorme (e isso vai te parecer muito com um trecho de auto-ajuda, já peço desculpas pelo inconveniente, mas vamos que vamos!). Quando você disse que nós não deveríamos ter escolhido o contrário, que a realidade alternativa estava certa, e eu disse que não, que preferia que fosse o contrário, eu falei a verdade. Eu queria ter escolhido o contrário. Porque é mais fácil pra mim te ver bem de verdade do que fingindo que está tudo okay, quando no fundo eu sei que não tá. Você diz que está feliz por mim, você diz a verdade e eu digo obrigada. Mas a minha réplica pra você é: felicidade só é real quando compartilhada, e falta isso, eu quero compartilhar a felicidade. Com você. Quero que você sinta que você pertence a algum lugar (porque você pertence, acredite nisso, sinta isso... você tem amigos, e você tem a mim, e eu conto muitos pontos porque sou foda especial bjs), que você vai longe na vida, tô confiando em você. E não, não é blábláblá. É só ter mais um pouco de paciência. Você é exagerada, né. Acontece nas melhores famílias, e a nossa é a melhor. Desde sempre, pra sempre. Por mais que a gente teime em reclamar de tudo.
Você vai conseguir realizar todos os seus sonhos. Por mais que você seja indecisa e não saiba muito bem qual é o maior. Seria mais fácil se você soubesse, mas não é o caso, então vamos sorrir e acenar e viver o que há pra viver. Nesse mundão doido, a gente vai conseguir encontrar o nosso lugar. E vamos continuar a nossa caminhada rumo à Torre Negra. Vamos continuar procurando desesperadamente o sentido das coisas, e não iremos encontrar. O que é bom, evita a frustração do tipo Zaphod. Mas não devemos nos deixar abater. As coisas realmente são complicadas e não fazem sentido nenhum, mas viver é isso. Só temos de aproveitar as oportunidades quando elas surgirem, ou então, criá-las. Criar a porta pros morangos. Pras rosas. Pro lago feliz de morangos e rosas. E sorvete de creme com calda de chocolate e morango, nhami-nhami.
Delícia de vida. [insira aqui o mene do suco de amarelo]
Por um mundo em que toda a madrugada repleta de crises existenciais e Radiohead termine com Mary and Max, sorvetes de todos os sabores e dancinha feliz como um robô de 1984. E com imitação de pinguim, porque nós também somos filhas de Deus.
Por um mundo onde todo o café amargo do mundo -aka analogia pros nossos pensamentos marvinianos- seja transformado em pintura dadaísta e nonsense.
Por um mundo repleto de crises de riso sem sentido durante o ônibus, mesmo em dias chuvosos e deprimentes e mesmo quando é a Semana da Fatídica Prova de Física.
Por um mundo onde a realidade seja como um episódio de Glee, tosco porém engraçado, e que a gente peça pro meu pai fazer o café com leite cantando ópera. Infinitamente, porque quando começa é difícil de parar.
Por um mundo em que você não esteja se afogando nos próprios pensamentos tristes, o que automaticamente me faz afogar também. Só tá permitido a partir de agora (mentira!!!!!!) se afogar em lágrimas de baldes, if you know what I mean.
Agora aproveite o restinho da música. Enjoy this moment of peace. And bliss. 
Aproveite tudo o que há pra aproveitar, você merece (parabains).
Sim, merece músicas felizes e dancinhas. Pensamentos certos, palavras certas, ações certas.
Merece algumas músicas boas porém tristes também, porque placebo e música triste quando se está triste faz bem pra saúde mental. Eu deixo. 

Vai, dude. Levanta desse notebook (supere a preguiça, que eu sei que está enorme) e vai dançar Kasabian um pouco. Não pode ir pra terceira parte sem terminar La Fée Verte.
SPOILER: você dança mal.

(tick tock goes the clock... esperando a música acabar)
...and everyday I got someone bringing me down... I got the eyes of a madman... I'm chasing round...
vou passar o link da letra só pra você matar o tempo
(foi mal calculei errado as coisas tudo, ou então talvez estivesse certo antes, enfim, here it is (matando o tempo com a fada verde)

YAY!



(Não se esqueça de esperar o anúncio acabar pra começar a ler, turururu).
(se alguém me perguntar irei dizer que não fui eu)


Você é um elfo livre, e um elfo livre merece ser feliz. Considere este texto minha meia de presente pra você, happy halloween, dean, dean, dean! Agora é hora de dançar e cantar a plenos pulmões. Escolhi esta música porque eu estava com preguiça de pensar, e não queria colocar nada triste, eu queria colocar uma música que passasse sensação de paz e felicidade. Há milhares de músicas pra isso, mas essa em especial me faz sentir especialmente feliz, nem é uma felicidade melancólica, então, espero que você se sinta assim também. Espero que se sinta na boa.

(spoiler: and it makes me feel so fine I can't control my braaaaaaaaain)

Você é minha irmã gêmea, e esse é o meu Bool Bom e Longo pra você. Sua coca-cola provavelmente está na geladeira, e se você quiser eu posso pegar um pouco de sorvete de creme e adicionar calda de chocolate e morango pra você. É o seu dia especial de se sentir bem, nem que seja só por esse instante, mas lembre-se: são os pequenos momentos que fazem a nossa vida valer a pena, o resto é resto, é rotina, é entediante, é chato e estressante. Mas é o que é, então, WOW, vamos aproveitar este pequeno momento na ilha ao sol. Vamos sentir a boa batida do verão, aproveitar esta estação especial... Um dia claro, o céu está limpo, o aquário está limpo... O AQUÁRIO ESTÁ LIMPO! 

HIP HIP

(pode parar por uns segundos para jogar e se divertir nesta ilha encantada)
(simulação cancelada simulação cancelada)

Enfim, espero que esteja tudo ok. Sem kind of sad por agora, ok? Mas não quero forçar nada, quero sinceridade e verdade e amor. Não se sinta só, porque aí eu não me sentirei assim também. E juntas nós poderemos verdadeiramente dizer que somos invencíveis.
"We accept the love we think we deserve". E pra mim você merece o amor do tamanho do Universo, e na definição do Douglas Adams, o que com certeza torna a coisa mais cômica e elegante.
"O espaço é grande. Grande, mesmo. Não dá pra acreditar o quanto ele é desmensuradamente inconcebivelmente estonteantemente grande. Você pode achar que da sua casa até a farmácia é longe, mas isso não é nada em comparação com o espaço."

Então... eu acho que isso é tudo. Estou um pouco cansada. Espero que goste deste Bool Bom, eu gostei de escrevê-lo, me fez sentir muitíssimo bem. Nem um pouco Marvin. Me sinto leve mesmo tendo mil coisas pra estudar, e mesmo tendo que acordar cedo amanhã. A vida é um morango com açúcar às vezes. Quase consigo errar o chão.
HIP HIP :)

Obrigada por todos os peixes, dude. 
Desculpe-me pelo texto absurdamente grande. Acho que preferiria ter feito uma poesia - combina mais com você -, mas eu não sei escrever direito. Você sabe que eu sou meio esquisitinha, né. Disso você entende bem, garota das covinhas. De esquisitices e gemialidades. 
De poesia e de encanto. 
Universo. 
Vamos enxergar a poesia na poeira estelar, apenas mais essa vez.
A única coisa que eu sei é que nós não fazemos sentido, nem muito menos o mundo que a gente vive nessa borda brega da galáxia. Mas nada disso importa se você tá bem, porque aí eu também estarei. ^.^
Eu só digo isso, e não digo mais nada. Zipzip sempre.


We'll runaway together... We'll spend some time forever...
We'll never feel bad anymore... 
Tanananan.

(dancinha feliz)
o
We'll never feel bad anymore... We'll never feel bad anymore...

E, por fim, que tal ouvir mais uma música? Pode fechar a página do texto, se quiser. Lembre-se: liberdade pra dentro da cabeça. Estou na dúvida sobre qual, iria colocar Placebo mas acho que não cabe no momento...
(let's dance to Joy Division and celebrate the irony, everything's going wrong but we are so happy!)

Uhhhhhh Uhhhhh.


(After all this time? Always.)
(Cool. Cool, cool, cool.)




segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Interface entre os mundos de X

Em uma ensolarada tarde de domingo, uma garota ocupava o seu tempo estudando. Às vezes, ela se perguntava a relevância disso para sua vida, mas era mais uma pergunta sem resposta. Mais uma questão que não conseguia resolver - familiar neste dia com tantas questões de Mecânica sem resolução. Familiar demais. 
Mas esta não é a história desta garota. 
É a história do X. O X da questão (de Mecânica).
X é uma criatura solitária. Sua existência, apesar de muitas vezes atormentar os estudos da garota, não é essencial para nada ou ninguém - assim pensa X. Por incrível que possa parecer na vida de uma incógnita, X possui um nome: Tudo. Alguns poderiam achar prepotente, mas para Tudo seu nome é apenas o reflexo da sua limítrofe vida. Tudo também possui um lar, apesar de não gostar muito dele. 
Talvez você não entenda, mas é um pouco complicado viver entre mundos.
Tudo vive na fronteira, na superfície. A fronteira entre duas dimensões - o que está dentro do papel e o que está fora dele. Está destinado a viver ali para sempre. Tudo se questiona mais do que deveria para uma simples incógnita de uma não tão simples questão. Está sempre a pensar no que estaria de um lado ou do outro. Tudo o que Tudo consegue ver são reflexos destes dois mundos, de forma distorcida. 
"Se eu pelo menos pudesse ir para um mundo ou outro, ao menos uma vez... Como não consigo sair daqui? Como é possível que algo esteja aparentemente tão perto, mas inalcançável? Qual mundo será mais lindo? Em um, há setas demais. Mas parecem caminhos para a felicidade... E, no outro, há esta garota. Às vezes parece-me que há duas. E vida de verdade, não esta prisão em que nada é palpável... Se eu pudesse, ao menos uma vez... Nem que isso custasse toda a questão..."
Eis que um dia algo inesperado aconteceu. 
Para Tudo, foi como se houvessem criado uma porta para a liberdade. De fato, havia uma porta. A garota a havia desenhado, apenas como uma forma de se distrair da questão dos vetores em três dimensões que a fez perder todo um dia de domingo...
E lá foi X. Tudo foi para o Outro Mundo. Tudo atravessou a porta.
Talvez você pense que foi uma travessia fácil, afinal, a porta é só uma passagem, só um desenho em uma folha... Mas para Tudo pareceu durar infinitamente. 
Isso causou um certo espanto, porque Tudo poderia jurar que este outro mundo era perto demais, assim como o mundo da garota. Mas Tudo não sabia tudo, era apenas um X em uma questão. X desconhecia o fato de que as folhas de papel eram feitas de árvores. E árvores são as criaturas mais lindas e deslumbrantes, e fazem o mundo da menina ter vida. Sem querer, apenas em uma viagem de passagem, Tudo descobriu maravilhas... A viagem através da árvore e sua história, seu verde, suas águas, suas flores... Até a sua morte para se transformar em folhas abrigadoras de histórias e também de incógnitas. Tudo quis chorar e agradecer a porta por permitir que conhecesse tamanho infinito. Enquanto ia para o mundo dos vetores (e o da questão em si), Tudo pensou como é incrível a trajetória, e se perguntou como seria o final capaz de superar a beleza do caminho. 
Eis que Tudo chegou ao mundo das Setas.
Infelizmente, não é um mundo que esteja ao meu alcance. Pertence somente aos vetores, aos números e à imaginação de todos os pensadores. Mas o que eu posso dizer é que lá existem as respostas para todas as perguntas. Lá, todas as variáveis tornam-se constantes. Lá, um ponto representa tudo. Lá, X não está sozinho nunca, e o céu é um mar de peixes integrais, e o mar, um céu de pássaros derivados. Tudo permaneceu lá enquanto pode, aproveitando cada minuto como se fossem infinitas horas e não apenas sessenta segundos. 
Mas há um momento em que é preciso voltar à realidade. É preciso voltar para a casa, mesmo que não pareça uma boa escolha. No mundo além da superfície da folha, Tudo percebeu que havia uma função para a incógnita de uma questão. A garota do outro mundo precisava de X. Tudo voltaria por ela.
Quando Tudo retornou a sua superfície, ou melhor, ao seu lar, não restara muito. Não havia mais porta nem garota, o que preocupou Tudo, pois o seu sumiço pode ter feito com que ela desistisse de solucionar o problema em que estava inserido. Tudo quis ter lágrimas para chorar, ou garganta para gritar pela garota, mas era apenas um X, uma incógnita, para sempre, e que parecia ter perdido um de seus mundos, um de seus espelhos, a visão da garota...
Neste momento, percebeu que algo estava vindo em sua direção - vinha do mundo dela. "Havia a garota voltado? Mas, então, por que está tudo sumindo ao meu redor? O que está acontecendo?"
Tudo estava sendo apagado.
"Esta questão nem é tão importante para a prova, é melhor eu apagá-la e fazer outra..." Era a voz da garota. Algo branco a acompanhava. Era um apagador de mundos.
Tudo foi apagado pela borracha.
Talvez você se pergunte "O que irá acontecer, então? Mais uma viagem pela infinitude das árvores, agora na borracha?".
Eu não deveria responder... Algumas questões não devem ser respondidas nunca. Mas tudo bem.
Tudo está bem.
Tudo encontrou o Nada.
Nenhum dos dois está sozinho agora.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sem açúcar, sem afeto

Olá. Sem pressão, desta vez. Ou eu deveria simplesmente dizer pressão constante, e, assim, resolver da forma que sempre costumo lidar com os problemas da Termodinâmica?
Não sei. Cansaço define. Excesso de pontuação, também. Desculpe, isso é um hábito criado desde que eu li o meu primeiro "grande" livro, há alguns anos atrás: A Menina que Roubava Livros. Talvez esteja na hora de reler a trilogia de cinco livros do Douglas Adams, e suavizar a alma, e consequentemente a minha escrita. Deixo pra mais tarde.

Vontade de ir pro habitual, só dessa vez. Acredite, caro leitor inexistente, isso demanda um esforço colossal da minha parte. Não é de mim fazer um "post diário sobre o meu dia" (até porque, convenhamos, quase nunca acontece alguma coisa no meu dia). Mas sei lá, às vezes é necessário forçar uma parametrização de curvas, só pra ver se o resultado final é o mesmo. E neste caso acho que sim, porque oras, aqui estou eu, devaneando sobre a minha escrita, e quer coisa mais clichê nos meus textos do que isso? Enfim. Voltando ao ponto, que não está nem definido no R3, mas talvez seja porque eu nem pensei em nada dessa vez. Está diferente, mais devagar. Talvez a arte imite mesmo a vida.
Sinto somo.
Sinto preguiça. 
(Influência das quatro horas de topografia amanhã, será?)
Sinto... cansaço. Cansaço e uma certa melancolia, que não consigo explicar. Nem sei porque está aqui, como o garoto espichado que passou a ser da Lisey. Não curti, achei ofensivo, pode deletar dessa empresa chamada vida.
"Eu quero te ligar, eu quero algo pra beber. Algo pra encher, algo que me faça acreditar."
É isso. Falta-me algo, algo para preencher este espaço vaziozinho que algumas pessoas gostam de chamar de coração. Ou cérebro, não importa. Não tenho pra quem ligar. Mas odeio falar ao telefone, então neste caso acho que tanto faz. Sorrio. Um sorriso meio torto.

Não é muito confortável falar sobre isso aqui, acho que é exposição demais, e ninguém é obrigado a ler. Pode fechar a janelinha porta campainha ding dong e ler algo mais interessante do que essas frases desconexas e deprimentes criadas por mim, eu não faço sentido, nem as minhas palavras. Foi mal.
Eu só queria não estar com preguiça de dormir. Você pode achar isso um absurdo vestido de cor-de-rosa, mas é a verdade. É um tanto paradoxal: quero fugir pra Terra dos Sonhos, dormir, tentar ser livre e feliz no meu subconsciente, viver outros mundos além destes, mas... então, por que tanta preguiça? Talvez eu saiba, talvez seja justamente por eu não querer voltar pra realidade depois. Ora, a realidade é tão cruel assim, querida e adorável gêmea? Eu digo que: não, é claro que não. Mas a realidade é... sagaz. Ela consegue sugar a nossa essência, um pouquinho de cada vez, e sempre de forma mais dramática (e tudo não se trata de um texto, não fique bravo comigo, leitor-mais-feliz-do-dia). 
"Somos esponjas." "O ruim de ser esponja é a tristeza das mazelas, mas eu me curo, aprendi isso. Me curo com o prazer, quase que orgasmático, de um breve e simples detalhe da existência, das cores do dia, da risada gostosa e sincera. E nisso não me limito a mim mesma."

Talvez o crime maior seja a expectativa. Não se deve alimentar. Nunca. "Todas as esperanças e expectativas, buracos negros e revelações". Bah, a letra deve estar trocada, mas é madrugada, então vamos considerar.
É terrível também a ausência de perspectiva de melhora. E não, não é uma frase egoísta, não se você projetar no plano certo. Faz todo o sentido, eu não preciso dizer mais nada. Cansei de me justificar, por hoje é só, talvez eu esteja mais malvada do que nunca antes na história deste país.
Às vezes faz bem.

Quanta arrogância pra um dia só, garota.
Eu sei.
Estudo ensandecido, trabalho cansativo, time perdendo de goleada, a arte de ser(mos) ignorada(s), o estresse acumulado, a solidão compartilhada, o fingir que não se importa. Até quando negar que tudo isso me afeta?
O que você sente, eu sinto, e isso me incomoda. É assim que ser esponja é. Vantagens e desvantagens, como tudo na vida. Seria uma pena se tudo fosse tão... "na mesma".
É uma concentração saturada.
Preciso expurgar tudo o que está preso, quase condensado, maciço.

Queria falar sobre céu de baunilha, mas só consigo sentir cheiro de café. Café amargo e forte. Desculpa, quem sabe na próxima eu não peço café misturado ao leite e com pão torrado do jeitinho que meu pai faz. Delícia que só.

"Preto no branco, branco no preto, bolinha colorida, onde você foi parar? Por que está assim tão isolada? Não gosta de mim? Vem cá brincar!"
"Não, não quero ir."

Hora do show terminar. Confesso que nunca odiei tanto as minhas palavras quanto agora. Malfeito, feito. Mas algumas coisas simplesmente são necessárias. "Bool de sangue, babyluv."
Bool de sangue.
Bool de café.
Café com aroma de... nada.
Tudo.
Nada, nada, nadinha, nadão. Ausência. Excesso de nada é... tudo, certo? Então o nada não existe.
Talvez eu não exista.

Tudo-ao-mesmo-tempo-agora, a melancolia que me atinge e que não quer me largar. Suplico por liberdade. Cansei de pensar alto, agora é por conta das palavras, podem começar a se virar sozinhas. Deixem as asinhas crescer.
Deve ser por isso que faz-se necessária a escrita deste texto azedo. Culpa do meu jeitinho blém-blém de ser.
Não posso fazer nada se eu sou assim meio... irresistível e engraçadinha. Só que não. Mesmo.

Queria falar sobre nuvens de algodão-doce, mas as transformei em tempestades de café amargo. Desculpe-me pelo inconveniente, já não estamos mais em horário comercial. Volte novamente mais tarde, e compre seus ingredientes infalíveis e sorridentes. Por enquanto, sua receita estará incompleta. Sem açúcar, sem afeto, sem amor. Um pouco de azedume, pra dar o charme especial. Por conta da casa, show?
Mas só por hoje, eu prometo. Hoje é feriado nacional na terra do Vamos Tentar Jogar o Jogo do Contente e Ver que Somos Poeiras Estelares Tudo É Lindo e Azul. Permitindo-me entristecer.
A Fada Verde vai me salvar. Ou me mandar para baixo do rio.
Espero que esse feriado maluco tenha prazo de validade, e que acabe logo. Espero mesmo, de coração. Ou de dois, porque vai que eu sou uma Senhorita do Tempo.













terça-feira, 15 de outubro de 2013

Dualidade onda-partícula

"Como ia ter que viver na tal da Galáxia, o jeito era aprender alguma coisa sobre ela."


PRÓLOGO 

O texto abaixo é meramente uma obra de ficção. As personagens existem apenas na minha imaginação. Eu sou eu, e você é quem lê. É uma história sem início, meio e fim, mas eu gosto de imaginá-la como uma narração dissertativa (acabei de inventar). Se você quer o resumo de todo esse blém-blém, vá de uma vez para o epílogo e então decida se quer ler ou não. Eu não indicaria. Não é uma história de amor, é uma história de nada. Eu gosto de inventar personalidades.


INTRODUÇÃO 

Há aquele momento estranho na nossa vida a em que admitir a necessidade de algo ou alguém é o que precisamos para seguir em frente. "Eu estou feliz, por que você não está feliz?" Eu achava que não havia motivos para isso, mas eu estava enganada.
Ser feliz é se libertar. E se permitir ser feliz é libertador. Experimente, se puder. Pelo menos uma vez, não tenha medo de falar o que acha. 

DESENVOLVIMENTO 

A verdade é que eu sou teoria, e você é prática. 
Possuo uma estranha mania de observar as pessoas e imaginar suas vidas, seus sonhos, seus medos, sua rotina. Você possui uma estranha mania de solucionar problemas, brincar com as pessoas e beber cerveja. Para mim, admitir quem eu sou e as minhas crises existenciais e a minha não importância para o universo infinito é fácil, concreto e extremo. Para você,  é relativo, tudo é relativo. Acho que você está certo. Eu consigo admitir isso. Você nunca conseguiria,  se fosse o contrário. 
Eu consigo falar demais e não dizer nada enquanto digo tudo. Você,  esperto, apenas observa - ser evasivo é parte da sua personalidade. Também me representa. 
Eu costumo procurar uma razão pra tudo, mas dificilmente consigo uma resposta. Você, entretanto, mesmo sem querer comemora cada descoberta boba, como se o mais importante fosse ser o vencedor de uma competição inexistente sobre algum jogo qualquer (pode chamar de vida). 
Eu sou extremamente paranoica, apesar de parecer sempre indiferente. Você... não estou na sua mente, mas acho que você é, nesse sentido, quem eu gostaria de ser:  "tá, mas e daí?" 
Enquanto eu pergunto porque as pessoas são tão misteriosas e surpreendentes, você simplesmente aceita "relaxa, cara, é bem simples, as pessoas que complicam". 
Eu faço perguntas sobre o Tempo, você responde numa linguagem quântica. 
Eu estou sempre lembrando do passado. O seu foco é o futuro. 
Eu gosto de escrever coisas sem sentido, porque é a forma que eu encontrei para buscar a verdade do que não existe. Você gasta seu dinheiro com futilidade pelo mesmo motivo. 
Eu estou sempre tomando decisões e fazendo escolhas mentalmente sobre tudo, numa tentativa de ficar bem comigo mesma a qualquer custo. Você é péssimo em tomar decisões. Evita, sempre que possível. É a lei da inércia que tanto conhece... mas cem reais em cogumelo? Demais, não acha?
Eu sou uma louca, mas você é tão louco quanto. 
Eu gosto de deixar as coisas claras, preto no branco, mas você gosta de cabelos coloridos. 
Eu tenho medo de não ser boa em nada. Você tenta ser bom em tudo porque acha que é só o que lhe resta. Eu acho que você é um idiota, porque é tão vazio quanto eu mas não tem coragem de admitir. Você me acha uma lunática, boba e apaixonada, fraca e sensível. Você está errado. Amor em potencial não é amor. É confusão. E de confusão o mundo está cheio (de pessoas também).
Eu costumo dizer que você pode ir, então, há outros mundos além destes. Você costuma rir e dizer que há outras dimensões, e que é possível  viajar entre elas. Eu não tenho uma resposta pra isso. Sou viajada demais, queria que fosse verdade.

CONCLUSÃO 

Eu acho que fui longe demais. Alguns infinitos são maiores que outros... Algumas viagens também. Não tenho culpa. Blém-blém pelas frésias. Mas você pode me culpar (eu culparei o Ka). Eu disse, aceitar é libertador. Você diz a verdade, eu digo obrigada, você diz ok, eu digo ok, você diz boa noite e eu digo pra você ter pesadelos.  
Eu estou feliz. Você não está?  É bom conseguir algumas respostas.
42. Shine on you crazy diamond. 

EPÍLOGO

Você e suas possíveis reações: 

1. Não entendi o que você disse. Você não faz sentido.
Eu: se eu não faço sentido, como minhas palavras poderiam fazê-lo? 
"Os argumentos contra a loucura caem por terra com um leve farfalhar."

2. Você exagerou, como sempre. Não tem nada a ver comigo. 
Eu: ok. Não é pra levar a sério, é apenas uma brincadeira (minha vez!) pra você. Eu gosto de escrever.
"Há outros mundos além destes."


"A história de todas as grandes civilizações galácticas tende a atravessar três fases distintas e identificáveis - as da sobrevivência, da interrogação e da sofisticação, também conhecidas como as fases do como, do porquê e do onde.
Por exemplo: a primeira fase é caracterizada pela pergunta: Como vamos poder comer?
A segunda, pela pergunta: Por que comemos?
E a terceira, pela pergunta: Onde vamos almoçar?
Neste momento o interfone da nave soou. 
- Ô terráqueo! Está com fome, garoto? - Era a voz de Zaphod.
- É, seria legal comer alguma coisa - disse Arthur.
- Então se segure - disse Zaphod - que a gente vai dar uma paradinha no Restaurante no Fim do Universo."

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Tudo na mesma

Aquela fulgaz vontade de escrever ataca novamente! Não tão intensamente como semana passada, porque é assim que as coisas têm que ser, não é mesmo? Hoje eu posso, semana passada não podia, e que deixe a roda do ka girar e a minha imaginação me dominar (mesmo não sendo no dia que ela queria!).
Que surtada você é, garota. Pode parar com as rimas. Por que rimas se teu coração (ou cérebro?) não sorri? Isso é contra as regras, sabia? E por que cargas d'água eu não posso burlar as regras? Olha só, veja isso, que loucura, que insano! Pareço ter perdido o controle das palavras, elas estão simplesmente escapulindo! Não sei o que quero dizer com todo esse blém-blém pelas frésias, MAS ACHO QUE ISSO EXPLICA MUITA COISA! Batidas na porta, acho que é Supremacy.
Agora estou quase absolutamente certa de que na verdade eu estou
(cheia de blém-blém pelas frésias)
(enlouquecendo)
(surtando)
(talvez apenas enchendo mais um texto de palavras e nada mais do que isso com licença obrigada)
doida varrida, com uns parafusos a menos, na terra do nunca onde a alice perdeu as botas
perdida na escuridão da vida
não eu nunca li um di-cio-nário na minha vida.

Talvez a explicação pra isso tudo seja excesso. Excesso de busca de SENTIDO. Jesus, Maria, e JoJo, o carpinteiro, qual a necessidade dessa frenética necessidade de entender tudo? (ou nada ou o tudo ou o nada e que comecem as viagens na maionese, pode apertar play no disco de pink floyd, chegou a hora)
Não, sério, NA BOA. Na boníssima. Na boina boníssima da boa boazuda bacana e legal barbatana vida. 
Por que tentar entender tudo? E, uma vez TENTANDO, fica difícil parar. Eu quero dizer que: eu sei que não faz sentido entender as coisa-tudo-louca-do-espaço-tempo-coisado, mas nossa senhorinha, por que insistir nisso? Nessas horas a originalidade faz falta. Só queria pensar um pouco em como meu cabelo tá feio hoje ou como aquele cara com uma camisa de uma banda daora parece ser legal. Não que eu não faça isso, não sejamos hipócritas, meus caros, mas é que: ISSO BASTARIA. Pelo menos uma vez seria suficiente pra me sentir livre. Livre dos meus pensamentos (muitas muitíssimas vezes depressivos, eu diria, mas isso definitivamente não vem ao caso agora, porque vocês - leitores invisíveis ou caros amigos que sempre costumam ler os textos das gêmeas maluquinhas - sabem como eu sou dramática, não é mimimi, são só os conflitos existenciais da existência, normal, qualquer ser que vive nessa borda brega da galáxia e nos outros mundos além destes sente. Enfim, o ponto é (sem sigma 2 entrando no plano, estou cansada disso, obrigada, de nada) que eu me sinto sufocada. Por mim mesma, olha que coisa mais PERTURBADA! O mundo também sufoca, a sofreguidão das coisas, mas não entremos nesse mérito, não hoje, hoje é dia de FICAR INSANO, BEBÊ! INSANO COMO BLAINE, INSANO COMO UM TRENZINHO QUE FAZ CHU-CHU E É MALVADO E GOSTA DE CHARADAS E DETESTA BRINCADEIRINHAS TOLAS (NÃO ME FAÇAM PERGUNTINHAS BOBAS!).

Sufoca. Sufoca não parar de pensar. Gente, pensar em não pensar é assustadoramente sufocante. Não há outra palavra pra isso, socorro, eu poderia por favor cantar pros carneirinhos em paz? Não, né? Então... é como se eu não tivesse controle de nada, ora, isso eu já sei, tá tudo por conta do ka, do fanfarão, ou do destino, como quiser, como você prefere acreditar. Mas, mas: POR QUE MEUS ABRE ASPAS PENSAMENTOS SÃO COMO ESTRELAS QUE NÃO CONSIGO ORGANIZAR EM CONSTELAÇÕES FECHA ASPAS? Por que não podem ser lineares, ao menos um pouquinho, pra me dar um descanso dessas crises existenciais meio loucas (e tristes)? Tipo. Cansa.
Cansa se sentir estranha sempre. Estranheza pra tudo: falar, andar, agir, cantar, fazer integrais malucas, catar pedrinhas, regar plantinhas, escrever, pensar. Sei lá, acho que esse texto é quase que um apelo para a normalidade entrar na minha vida, não no sentido de "nossa como sou diferente sou tão diferente ((só que não))" É uma súplica pra eu me sentir apenas bem
Saudades me sentir bem. Comigo mesma e com o mundo, não que isso interesse pra você que está lendo agora, mas senti uma súbita vontade de desabafar.
Interrompi o clima pinkflodiano da parada, foi mal. É só que... né. Eu tenho que jogar o jogo do contente, ver o lado bom das coisas (PORQUE EXISTE UM LADO BOM, SABIA?). Acreditar em mim. Nas pessoas, no mundo, no meu futuro, no passado, no presente. Confiar (desconfiando) do ka, mas ficar O.K. de boa com isso, de boa na lagoa, suave na astronave -for real-. Por mais que às vezes isso pareça impossível, e de volta, talvez só pelo excesso de pensamentos, de crises existenciais (talvez eu tenha crises existenciais demais para apenas 19 anos, mas 19 é a chave, então isso precisa significar algo), de blém-blém pelas frésias. Eu preciso tentar. Preciso arranjar uma "pá de prata, uma trouxa, uma história de mim", algo que me faça manter os pés neste mundo. Porque oras, este mundo pode ser uma coisa chata e verde-azulada (mentira, todos sabemos que a Terra não é chata hashtag offline do site), que está repleto de gente realmente malvada ou então de tristezas imensuráveis (que eu sei que existem, eu sei, eu sei, mas eu só posso sorrir e acenar e agradecer a Deus que apesar de todo este suposto mimimi insano eu tenho tudo no lugar tudo nos conformes e não refiro somente a minha pessoinha enfim). Lá  e de volta outra vez, eu estou neste mundo, ele pode ser entediante e triste e bobo e lunático e (one minute to midnight) tudo o mais, mas ele é meu, me pertence, tenho que viver com isso da melhor maneira possível. Sorrir e acenar, mas sorrir de verdade, de coração. Tentar lidar com as mazelas da vida. Tentar ver o lado bom das coisas (porque existe um lado bom, eu sei que você sabe disso, eu já afirmei, mas estou ratificando mais uma vez só pra ter certeza). Pensar, por mais incrivelmente insano e sufocante que pareça, que somos poeiras estelares, bem legais, porque não é poeira qualquer (mesmo que a poeira da poeira seja uma poeira e olha que palavra esquisita já perdeu o sentido), é poeira de ESTRELA! Que coisa mais linda. O Universo e toda a sua grandeza, não vamos nos sentir pequenos, por mais que sejamos... Que tal só por hoje nos sentirmos (olha eu, falando em terceira pessoa, desculpe-me pelo inconveniente disso) IMPORTANTES? Relevantes. Por favor, não pode ser tão difícil assim. 1, 2, 3 e 4, fogo nos olhos! Wow. Star. Look at the stars, let hope burn in your eyes. Muse estava certo. (No final das contas, tudo dá em Mousse.)

(Tudo na mesma)

Queria poder ir para Wonderland, fugir para Neverland, Nárnia, Booya Moon (mas só durante o dia, quando não há risonhos nem garoto espichado nenhum) e conhecer outros inúmeros e infinitos mundos que há (nem que seja por um segundo sequer). E ora, o que me impede? Nada, porque eu sou um elfo livre, mesmo que às vezes seja refém dos meus próprios pensamentos que mais parecem rios carregados de sedimentos. Mas eu não posso me esquecer daqui, do meu mundo. Porque é nele que eu realmente estou, então que eu fique e fique pra valer e bote pra quebrar (nem que sejam os vidros de quando a minha cantoria começar). Buscar a felicidade, ou a ideia de buscar a felicidade, ou a ideia de buscar qualquer coisa que seja. Sentido, mesmo que não tenha sentido nisso mesmo, o que me importa? É quem eu sou, não há como mudar. Só acho que está na hora de lidar com isso, de aprender a lidar com isso, buscar meu refúgio na casa do pão de gengibre da vida real. E viver. E ter a consciência de que eu sou capaz disso. Sem muitos 'blém-blém". Deixar a roda do ka girar, como sempre, Eu posso ser paranoica, mas não sou uma androide.  Então eu posso ser uma simples humana dançarina, e agradecer pelos peixes, e dizer que há outros mundos além destes. E pedir desculpas pelo inconveniente mais uma vez, mas não tem jeito, sinto muito, era tudo o que eu tinha a dizer, pessoal.

Leveza. Quase posso errar o chão agora, e voar, e voar... junto com as minhas palavras - tão libertadoras e amigas, apesar de tratá-las assim, de um jeitinho meio esquisito. Verdadeira amizade, tá aí. 

"E tudo estava bem."



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Engatilhe sempre que parecer necessário

ATENÇÃO! ESTE TEXTO NÃO É RECOMENDADO PARA QUEM NÃO SOU EU OU MINHA IRMÃ GÊMEA. CONTÉM ALTAS DOSES DE DÚVIDAS EXISTENCIAIS, PENSAMENTOS QUE NÃO SE ORGANIZAM EM CONSTELAÇÕES (ESTOU AVISANDO) E UM PESSIMISMO ACOMPANHADO DE UM OTIMISMO POR SER TÃO PESSIMISTA E SEM SENTIDO (SÓ PRA NÃO DIZER QUE EU NÃO AVISEI). ENTRETANTO, SE DESEJA CONTINUAR, CONTINUE. VÁ, ENTÃO. HÁ OUTROS MUNDOS ALÉM DESTES. Possivelmente melhores do que este.

Eu preciso de um bool. Se você não sabe o que é isso, tudo bem. Não posso lhe contar, não exatamente. Mas posso fazê-lo entender. Sobre o bool bom, é claro. Não bools de sangue - não sou uma pancada. Mais uma vez, não exatamente. 

Há muito tempo não faço isso, então não sei por onde começar. Mas sempre é difícil, pensando bem. Que seja. Começo a andar em círculos, como o Ka. Escrevendo sem dizer nada. Não é esse o meu bool. Assim, não conseguirei a liberdade que vim buscar. 
(Talvez não funcione quando eu revelo o objetivo final. Se não der certo, será por isso. Não é uma desculpa. Ok, talvez seja.  Mais uma vez, desvirtuando para seguir em frente. Nunca antes eu havia feito tanto esforço para fechar um parênteses).

Queria tanto escrever sobre a vida, o universo e tudo o mais, mas sou pequena demais para tamanha  complexidade. "Meus pensamentos são estrelas que não conseguem se organizar em constelações". Acho que essas constelações seriam as palavras. Que bagunça dentro de mim. E fora. Não há como fugir do caos, menina: junte-se a ele.
Mas eu não consigo.

Mensagem de texto. É minha irmã, parafraseando LOVE. "Algo no lado bom da coisa. Porque EXISTE um lado bom, sabia?"

Seria isso um sinal? Um sigul do Ka? É reconfortante, mas também assustador. Como se... eu estivesse presa em uma teia, e nada fosse em vão. Por que hoje? Por que ela me mandou essa mensagem justamente enquanto eu escrevo, enquanto busco o meu bool? Por que logo depois de ter decidido "levar tudo numa boa", sem buscar sentido em tudo o que acontece comigo (e ao redor de mim) como toda-pessoa-normal-neste-planeta-nesta-borda-brega-da-galáxia-neste-cantinho-do-universo-infinito faz ou, pelo menos, tenta fazer? Como considerar essa mensagem como sendo APENAS uma mensagem aleatória e não ver nela algo maior... Como se fosse o Ka agindo, aquele fanfarrão, e não uma mera coincidência ou acaso.

Eu estava disposta a mudar, a parar (paralamas!), mas não sei mais. Acho que não consigo. Esta loucura por "tudo na mesma" e sentido é quem eu sou. Mudar isso seria impossível. Considerarei a mensagem da minha irmã como um sinal, sim. Se foi apenas uma coincidência - o que não deixa de ser verdade -, não importa. Eu posso melhorar.
Não preciso ser outra pessoa para isso.
Há um lado bom em tudo.
Inclusive em mim.
Bool bom, babyluv. Você diz a verdade e eu digo obrigada. Em meio ao eterno paradoxo entre "ser ou não ser", "querer ou não querer", "acreditar ou duvidar", eu escolhi tudo. E ao mesmo tempo. Minhas contradições me enlouquecem. Não faço sentido, e não paro de buscar sentido em tudo o que há. Isso diz o que sobre mim? Que eu "não sou"? Que tudo "é"? Mas eu não estou separada do todo. Este erro eu não posso cometer. Resta-me aceitar.

Aceitar o nada e o tudo. O infinito e o vazio. O amor e a ausência dele. A solidão e a diversão. A alegria e a tristeza. A mudança e a rotina.
A receita para uma vida com o máximo de sentido possível na inexistência dele é a mistura desses extremos. É jogar o jogo do contente, ver o lado bom.
Porque EXISTE um lado bom, sabia?
Uma pena que seja tão fácil de esquecer... Mas, vendo o lado bom nisso... É reconfortante lembrar. Traz paz e esperança, e vontade de continuar seguindo. É como ver a luz no escuro. Como ver estrelas no céu. Como estar com tanto calor... E receber gelo.

Quando não nos resta nada, tudo se torna mais significativo. E o lado bom de uma coisa ruim é um motivo suficiente pra sorrir. Bool bom, babyluv.

Longos dias e belas noites aos seguidores dos feixes de luz.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Estações do bool, destino ignorado

Eu queria entender. Mas eu não posso.
(O  mundo não é uma fábrica de realização de desejos)
Eu queria me surpreender. Mas estragaria a surpresa.
(Veja bem, eu odeio surpresas)
Eu queria não ter medo do que eu quero. Mas eu não sei o que quero.
(Quem não tem medo de palhaços à meia-noite?)


Sempre eu, o que quero, se estou feliz, se estou arrependida, se eu vi aquele filme, se li aquele livro... E aquela música, eu já não ouvi em algum lugar? E o que eu escrevi ontem? Estou deprimida? O batom tá borrado?
(O ka é uma roda, sempre a girar. Eu sou o centro. Meu egoísmo, meu mundo.)


Eu queria correr. Mas tenho preguiça.
("Você é o que você come" Sou uma delícia. Não sou saudável)
Eu queria um mundo que não existe. Mas eu preciso me contentar com o que tenho.
(Meus livros meus filmes minhas bandas meus outros mundos além destes)
Eu queria o tudo. Mas o tudo não existe.
(O nada sim)


Sempre as mesmas dúvidas, os mesmos questionamentos, as mesmas ilusões... Com apenas algumas diferenças, mas no fim é tudo igual. O sol é o mesmo no crepúsculo e na aurora. A Terra continua girando em torno do Sol, um dia tem o mesmo número de horas, a semana possui os mesmos dias, sempre. Às vezes isso é sufocante, porque não há como fugir. Nunca serei livre.
(Talvez aceitar a minha condição de ser eu - e não outro alguém - seja a liberdade, afinal)


Eu queria fazer sentido. Mas eu sou humana.
(Penso, logo existo... Será mesmo?)
Será que as plantas pensam? E os animais? E as pedras? Dizem por aí que não. Sinceramente, eu não posso afirmar nada. "Isso é ciência, menina. É lógica. Pare de duvidar do que é real" As pessoas estão sempre certas de tudo.
Enquanto eu não tenho certeza de nada.
Inveja.

Sou mesmo uma maluca, engatilhando sempre que não é necessário. Bool bom, babyluv.

Eu queria parar. Mas eu não tenho controle.
("você é o que você escreve" Sou uma bagunça. Achava que não sabia nada, mas pelo menos isso eu sei. Uma rosa, uma chave, uma porta. Pelo menos isso eu sei.
Pelo menos isso eu sei.)







terça-feira, 27 de agosto de 2013

Preciso parar com todo esse blém-blém pelas frésias

Olá, terráqueos. São quasse 4 horas da manhã, e aqui estou, ávida por escrever (provavelmente mais um efeito colateral do tédio, meu mais novo amigo íntimo das férias). Apenas mais um texto qualquer em mais um dia normal como todos os outros dias. Sem muitas negações, dessa vez. Estou cansada disso. Cansada de sempre "Não" e sempre "Nunca para você, pistoleiro". É mais forte do que isso, é verdade, mas quem se importa? Provavelmente só lerão este texto pessoas que começam com "L" - ossos da amizade e irmandade, ié, concordaremos. O fato é: sobre o que falar? O que falar quando nada mais parece fazer sentido? (Mas precisa ter sentido?) Sobre a vida, o universo e tudo o mais, é claro. Mas sem drama. (Mesmo quando a pessoa pode ser considerada uma drama queen? Ora, eu diria que isto é impossível). Enfim, de volta ao que interessa (a mim, é claro, porque eu realmente não quero que haja leitores dessa vez, então, se você está lendo isso e se o seu nome não começa com L e se eu não te conheço há pelo menos 8 anos, pare de ler, obrigada, volte novamente mais tarde!), falemos sobre a noite. Quão adorável pode ser! E tão terrível também. Mas acho que não para mim, pois é, não para mim. É quando eu fico mais agitada - agitada a ponto de ISSO MESMO, ACREDITE SE QUISER, imitar um pinguin, dançar funk quando um carro de som passa tocando o tamborzão bem alto aqui na avenida, ter conversas mirabolantes e insights sobre vários questionamentos do Universo. As coisas parecem ser mais interessantes quando se está tarde (não me leve a mal, não pense besteira, mas essa é a mais pura verdade - exceto quando estou em aula, é claro, que preciso acordar cedo e passo o dia inteiro que nem um zumbi, e à noite eu só penso em ficar triste por ter que acordar cedo no dia seguinte e estudar). Voltando ao ponto, eu quero dizer que a noite é quando eu pareço estar viva, e não apenas sobrevivendo. O abismo da solidão é refletido no luar e nas estrelas, mas não faz mal. Não como quando comparado à luz do dia. (Talvez seja porque durante o dia tudo é tão claro como um lago de águas cristalinas, e isso incomoda, porque mostra toda a verdade, e a verdade queima). E de certa forma é estranho pensar isso, porque eu faço a mesma coisa que à tarde, com a diferença de que quando eu consigo ver as estrelas (cof, se os prédios deixarem, cof) me sinto aparentemente mais feliz, menos deprimida e tudo o mais. Será que isso reflete alguma coisa sobre mim? (Talvez algo mais do que meu poço meio vazio?). Eu não sei. Eu queria saber. Acho que estou compulsiva, e isso pode estar ligado ao fato de eu estar vendo Mr. Nobody. Sim, esse filme. Esse filme incrível, que me faz sentir estranha, mais estranha, e deve ser por isso que ele é um dos meus filmes favoritos. ("Por que eu sou eu e não um outro alguém?") ""Enquanto você não escolhe, tudo permanece possível"). Pensamentos que flutuam em mim, de maneira angustiante. Mais uma vez: "pensamentos são como estrelas que eu não consigo organizar em constelações". E acho que essa frase diz muito sobre mim, sobre o que eu sou (o que eu acho que sou, na verdade). Pelo menos é alguma coisa, alguma certeza, e nossa, como é bom estar certa sobre algo ao menos uma vez na vida!
Como faz quando você quer parar de escrever? Simplesmente para? Continua escrevendo sobre parar, pra pelo menos alertar o leitor, que por sinal inexiste, sobre a sua insanidade? Alertar o leitor sobre o crime que é escrever um texto que não tem início, meio ou fim? Mas por que cargas d'água um texto tem que ter início, meio e fim? Por que um texto tem que ser linear? Por que a vida tem que ser linear? Por que não pode ser como um daqueles filmes loucos e excitantes em que você se prende do início ao fim talvez justamente devido a falta de linearidade? Devido a falta de conexão? (ao menos não até chegarmos ao final, ao grande clímax da coisa, quando tudo simplesmente se encaixa de forma mágica e as coisas são como devem ser, como o ka deseja que sejam e ponto final). Então, não precisa. Deixe-me criar o meu paradoxo, porque eu acredito que paradoxos são necessários. Deixe-me acreditar em contos de fadas, deixe-me acreditar em finais felizes (não necessariamente felizes, concordemos, apenas finais em que as coisas façam sentido, essa é a grande questão, quando tudo se resolve e termina do jeito que tenha que terminar, mas que seja bom, por favor, que tenha valido a pena) (eu não acredito, mas quero acreditar, porque sim porque sim porque tudo tem que ter uma razão um motivo um porque sim eu preciso de respostas ou melhor eu sei a resposta eu só quero saber o sentido eu não sei se quero eu acho que eu não quero eu quero que as coisas funcionem como devam funcionar i mean a busca é importante é a jornada que importa então é isso tchau) (me desculpe por esse grande inconveniente e prometo que vou parar)
Aonde eu estava? Sim, devaneando, como sempre. Eu sinto falta da casa do pão de gengibre, acho que lá é onde a felicidade de verdade acontece. Mas estou cansada novamente. Preciso dormir, ir para outros mundos além destes, sorrir, sorrir, imitar pinguins e cantar mal e cantar sobre tudo e viver num mundo onde as pessoas sorriem, onde eu não tenha medo da verdade do dia, onde o escuro não seja o meu refúgio.


Eu acho que por hoje é só, e, mais uma vez, desculpe-me pelo inconveniente, eu não faço o menor sentido (muito menos as minhas palavras e os meus textos, perdão pelo vacilo). E eu acho que eu não devo saber de verdade dele, só preciso continuar buscando e sorrindo e cantando e seguindo a canção. Matei o Português, mas não me importo, você é livre para prestar queixa na Polícia do Pensamento.

Há outros mundos além destes. Obrigada por todos os peixes.


(O que achamos do tempo? Ele voltará para trás? Nunca saberemos.)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

À espera do disco voador

Algo sobre a madrugada: ela parece não ter fim.
Ou começo. 
Ou sentido.
Então, por que não preencher este vazio com palavras?
Posso tentar, mas é difícil escrever quando você não sabe o que quer dizer. Quando não sabe como se sente. Nem feliz nem triste: apenas respirando. E esperando o tempo passar, com a preguiça de dormir... 
Pudim. 19. Sonhos. Imaginação. Shine on you crazy Diamond? Escutei um barulho, não sei de onde veio. Estou ouvindo o que não existe? Palavras aleatórias. Sem conexão. Futuro passado presente buracos de minhoca a mostarda não está na geladeira por que cargas d’água e, céus, onde está o controle dessa televisão?
Já me perguntaram se eu não ia sair. Afinal, o dia não ia ser longo amanhã? Mas longo ele sempre é, ou curto (é mesmo? Tem certeza?). Isso me faz pensar em portas para outros mundos. Por que não existem? Ou existem? Por que sou tão infantil e boba e imagino infinitos universos e realidades existentes além da que eu vivo e existo? Será que é normal questionar tudo? Sempre? Será que é normal imaginar que há um sentido na vida e, droga, eu gostaria muito de saber qual é, mas isso faria perder o todo o sentido já inexistente em tudo, ou em nada, como preferir. A linha tênue entre
19
99
ser ou não ser eis a questão. Por que ninguém faz um favor e responde a esse cara pra ser, porque não sendo ele não pode nem pensar, e a pergunta dele não existiria e (imagina isso!) eu não estaria escrevendo sobre qualquer coisa que viesse a minha mente às 3 horas da manhã (CARAMBA!) e vocês diriam obrigado, e eu diria de nada, e vocês não existem e eu digo a verdade.
Ufa. Às vezes acho que sou louca, de verdade, mas há outras loucuras além destas. No fim, acho apenas que eu sou preguiçosa demais para fazer qualquer coisa que preste, então eu escrevo sobre algo totalmente sem sentido e não preciso refletir muito sobre.
Sem vírgulas ou pontos ou coesão. Apenas aquele digitar descontraído da madrugada. Fala a verdade, menina, no fundo você é assim mesmo.
Um amontoado de “se” e “sem” e “sentido” e de palavras que você usa pra tentar ser livre. Desista. Você não vai conseguir. Agora está falando com você mesma. Sem a desculpa da irmã gêmea dessa vez, por favor. Não adianta negar.  
Hoje não parece quinta-feira. E nem dia nenhum. Mais um daqueles dias que não se encaixam na feira da semana. Nem no fim. Combinam com você, né? Deslocada.
Ok. Ok.
Comecei escrevendo em primeira pessoa e terminei na terceira e cá estou eu na primeira novamente. Há quem diga que há outras pessoas além destas. Isso mesmo, eu diria.
Desculpe-me, Português. Mas foi bom compartilhar o nada do meu sentido com o ninguém que está lendo.
“Meus pensamentos são estrelas que não conseguem se organizar em constelações.”
E a segunda lei? Uma bagunça. 
Eu sei.
Me representa.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Senhorita Ninguém

Sabe aquela sensação de estar se afundando cada vez mais? De perder o controle das coisas? De achar que nada vai dar certo nunca? Ora, se você (olá amigos!) não entende nenhuma dessas perguntas (ou seja, se você nunca sequer sentiu essa sensação esmagadora – só pra constar, eu sinto inveja de você), então pare de ler. A todos aqueles que frequentemente passam por isso (bad vibe, inferno astral, tudo-dando-errado-ao-mesmo-tempo-agora-drama-queen), que tal mais uma dose de depressão? Não, né? Talvez você tenha passado da sua cota de tristeza por mês, ou por ano. Enfim, sigam-me os maus.

Quando você se sente a pessoa mais estúpida e burra do mundo. Estúpida e burra porque você se abate por coisas que podem ser pequenas, por uma nota ruim na prova, por várias notas ruins nas provas, pelo esforço em vão, pelo medo de repetir uma ou duas ou todas as matérias, medo da solidão e do mundo. Parece um abismo, logo aqui, no meu coração. E eu meio que estou percebendo que isso não está ligado somente a um resultado idiota, que por sinal, me faz sofrer por antecipação.  Peço desculpas pelo inconveniente. Eu só quero desabafar. Não sei o que sentir ou o que pensar. “Não é só por uma nota”. Não, não mesmo. Os mais tolos –ou aqueles que são demasiadamente felizes 100% do tempo- vão achar que é só por isso. Ah, I wish. É sobre a vida, o universo, e tudo o mais. A minha vida, o meu universo – e sobre tudo o mais. Eu estava conversando sobre as consequências que repetir uma matéria na faculdade poderiam influenciar na sua vida. Ora, eu posso escolher abrir mão da matéria logo agora, e por que não? Muito mais fácil esse caminho. Afinal, tudo vai dar errado mesmo. Certo? Bem, eu não sei. Eu não sei de nada, absolutamente nada. Eu só sei que eu não desisto, eu não “sou dessas”, por mais que às vezes a vontade seja absurda.  Eu me afundo, mas continuarei a nadar, sempre, porque eu acho que sou um peixe, digo, obrigada pelos peixes. Acabei de descobrir um padrão aqui! A outra possibilidade é: tudo acontece por uma razão, mas acho que prefiro deixar pra escrever essa parte daqui a algumas semanas, porque quem sabe eu não encontre uma explicação pra seja-lá-qual-for-a-consequência-das-minhas-escolhas. Eu só sei que pequenas coisas podem influenciar a sua vida de maneiras inimagináveis. Não temos dimensão de nada. Eu espero, sinceramente, que as coisas caminhem como o ka quiser, mas que seja bom. Que a jornada seja boa (afinal, é isso que realmente importa, né?). Porque o fim é o fim, baby. Então, prefiro não comentar sobre o abismo no coração, porque é simplesmente egoísta. Tanta coisa acontece no mundo, e por que eu tenho que me sentir que tenho que ser especial e as coisas tem que dar certo pra mim? Quem eu sou, afinal de contas? “Uma poeira estelar”. Ora, eu sei! Mas e quem você é? E quem aquela senhora que sofre maus-tratos dos filhos é? E o mendigo que está sentado, na chuva e no frio, sem ter o que comer é? E aquele funcionário da universidade que trabalha o dia inteiro pra sustentar a família, e não recebe nem um “Bom dia!” educado do filhinho(a) de papai? Poeira estelar também, não? Então, nessas horas eu percebo que nada é realmente justo nesse mundo. Nada faz sentido. Não é só pra mim, são as coisas que acontecem. Eu não tenho que chutar o balde. Eu não tenho que viver infeliz porque não passei em uma matéria, ou porque estou pendurada em um monte. Eu tenho que, sim, me importar. Eu só não posso ver isso apenas comigo. Tenho que me importar com tudo, com todos à minha volta. Porque todo o mundo é importante e essencial (como já dizia o Doctor). Tudo tem um sentido (eu só não consigo enxerga-lo, mas não faz mal), e as pequenas coisas são as que mais importam. Talvez um “Você vai conseguir, garota, acredite em você assim como eu acredito” seja mais importante do que realmente conseguir. Era a jornada que importava, não era? Refletir sobre as pequenas coisas nos faz sentir miúdos com relação ao curso que as coisas tomam. Nos fazem chorar, e sei lá, chorar alivia a alma. Jogar o jogo do contente é o que tem pra hoje, ontem, e sempre. Dar valor as pequenas coisas. Como um simples relato de uma palestra de um estudante da USP que trabalhava como gari nessa mesma universidade pode ser uma lição de vida e tanto, e mudar – pelo menos por ora (e é tudo o que eu preciso, você diz a verdade e eu digo obrigada) um texto, uma mente, vários pensamentos. Simplicidade talvez seja o que realmente importa. Sair do meu mundo particular (que eu tanto insisto em dizer que não é alienado, mas talvez seja, e por que não?) e ver as coisas de modo geral.  E ver amor. E se sentir um lixo por se sentir um lixo mesmo tendo tudo o que tenho. Balde de água fria, oh, como isso é bom! Esse texto flui conforme o relato, e a paz vem junto. Tristeza também, e vergonha, é claro, mas, principalmente, paz. Buscar isso é bom. Dá um sentido às coisas. Obrigada pelos peixes, pessoal. Há outros mundos além desses.

Texto escrito muito porcamente, então, por favor, perdoe meus erros de concordância, coesão, gramática... Se você leu tudo, parabéns. Eu sinceramente espero que você nem saiba da existência desse texto. Posto aqui apenas porque sei que praticamente ninguém acessa este blog, a não ser quando eu divulgo ou aqueles em quem compartilho muitas das coisas aqui ditas. Desculpe-me o inconveniente, eu não faço sentido, logo como as minhas palavras poderiam fazê-lo?

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Madrugada, senhora ninguém

E já faz um tempo, do qual eu nem me lembro, quando tudo começou a mudar. O ka é como um vento, ora amigo – como a brisa que precisávamos para aguentar um dia quente, ora impiedoso - como um furacão que destrói tudo repentinamente.
Não importa o quanto eu me questione, ou o quanto eu tente entender tudo. A verdade é que eu não tenho o domínio sobre nada, ah, mas sobre nada mesmo.
Enquanto isso, os ponteiros do relógio continuam a girar... Sempre para frente, sempre. O que está feito, está feito, não há uma Torre para mudar (será?).


Olho para mim e minha medíocre existência, sempre me questionando o que vivi ou deixei de viver, ou o que o futuro reserva para mim, se devo ter esperanças, se verei estrelas hoje ou se há nuvens demais para mim (por quanto tempo? Pra sempre? Isso não seria tempo demais?). Mas a Lua, a cada nova fase, um novo brilho de um pulsar... Mas sempre igual, no final. Sempre. O que pensar, então? Não pensar? 

Seria bom não pensar, e descansar... Pode apostar seu último real que sim. Seria ótimo. Venderia meu sono por isto, meus sonhos...
Talvez seja eu. Talvez seja comigo.
Não, isso não. Se há algo que aprendi com o fato de ter um outro “eu” no mundo tão parecido comigo quanto o universo permite é que eu não sou única. Não existe apenas a minha pessoa em determinada situação, e eu agradeço por isso – me torna humilde, de certa forma. Às vezes acho que não pertenço
(a este mundo)
(a qualquer outro mundo)
a lugar nenhum.
Deslocada, sempre. Estranha. Mas... O que me faz pensar que sou diferente? No fundo, eu não sou. E sei disso. Talvez seja esse o problema, afinal. I wish I was special, but I'm a creep, I'm a weirdo and... I'm just a human.


Não consigo descrever a angústia que sinto quando paro pra pensar sobre a vida, o universo, e tudo o mais. A sensação que tenho é de que é impossível ser feliz assim. Talvez esse seja o problema, então. Penso, logo existo, sofro, surto, vivo, não vivo, minto, sorrio, choro, enlouqueço, não esqueço, esqueço, envelheço.
Muitas dúvidas. Incertezas. Insegurança. 

Queria ter uma máquina do tempo.
E iria para onde? Futuro ou passado? Se tivesse de escolher apenas uma opção, qual seria? Acho que eu morreria na dúvida. Nem isso me ajudaria. Ah, como eu queria aceitar as coisas como são, o mundo como é, as pessoas com suas indiferenças e rotinas, a vida com suas reviravoltas, a rotina como vida... Mas eu não consigo. Consequência de quem pensa demais. Consequência de quem pensa muito em viver, e no que é vida, mas só faz pensar...

E deixa o tempo passar, porque é a única coisa que parece restar.
Esperar o tempo ir para nunca mais voltar. Porque o ka é uma roda, mas o tempo... Sempre para frente, sempre, pistoleiro. Acertando ou errando. Sendo feliz ou não.

I really want to go. There is another world, there is a better world. Well, there must be. Well, there must be. Bye, bye.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Devaneando

A não ser que você não se importe com textos pessoais, sem sentido, que estão cheios de metáforas, inspirações frustradas de certos autores, excesso de metalinguagem e tudo o mais que possa ser considerado errôneo em um texto, sugiro que não leia o meu. Como de praxe, é isso o que eu digo a você, caro-leitor-que-não-existe: não leia.

Aquela vontade esmagadora de escrever. Não sei o que, nem por quê. Preguiça de pensar. Mas vamos lá, quem sabe assim eu não consigo extravasar – ou ao menos tentar explicar – o que eu estou sentindo.

Não. Eu não quero falar o que eu estou sentindo, eu não quero expressar em palavras nada disso. E você (ser invisível que está lendo isso) pode estar se perguntando “Ora, por que não?” E eu lhe digo: não quero. Não quero tornar mais vivo aquilo que está me enfraquecendo. As palavras têm poder, você sabe. Elas curam, mas elas também remoem aquilo que mais nos incomoda. As melhores poesias vêm de tristezas e angústias profundas. Felicidade é posta em palavras, mas, exceto que por alguma força divina ou da natureza (como isostasia, ié, pois é), elas perdem algum significado: é como a montanha que está lá, deitada no horizonte, mesmo que você não compreenda como algo tão grande pode ter surgido assim, “do nada”. Então... desviando do assunto louco de pedra, posso voltar ao que eu estava dizendo? (Nossa, como eu escrevo mal! Certeza que se tivesse que fazer alguma redação agora, esse texto seria de alguma forma similar a uma receita de miojo...).

Enfim. Palavras, sempre elas. Sempre dando razão às nossas emoções, escapando das nossas bocas, sumindo dos nossos bloquinhos de notas a cada linha que é escrita e então apagada novamente. Apenas um conto de um dia vazio (tão vazio como todos os outros, eu concordo, mas em especial mais sonolento e descompromissado). Quando você sente uma estranha, uma FULGAZ, necessidade de escrever, e corre pra abrir o Word – larga o Facebook, o Twitter, o ÍlTube (como diria um certo passarinho), é um sinal de que há algo para ser dito, certo? E o que acontece? Você simplesmente esquece o que queria dizer – talvez você não quisesse dizer, e pelo que a minha memória de Dory permite lembrar (ou melhor, retornando um pouco este texto inútil), eu iria dizer algo, supostamente o que estava sentindo. Então é este o plano da minha mente insana: ela quer que eu deixe escapulir tudo o que eu quero, mas ao mesmo tempo posso não querer admitir, e então fica tudo por isso mesmo. Umas palavras loucas com umas frases sem sentido e algumas outras coisas em parênteses ou itálico só pra ter um efeito legal.  Viu como eu desvirtuo facilmente as coisas? É, eu acho que isso é normal. Sempre que temos alguma conversa extremamente filosófica sobre a vida, o universo e tudo o mais, e então quando parece que estamos chegando ao ÁPICE do assunto, a ponto de descobrir algo que seja realmente relevante no curso de todo o espaço-tempo... PLUFT! A conversa para, o rumo do assunto muda, e a gente não consegue nem se lembrar do que estávamos falando. Será isso algum tipo de mecanismo (kaka, gira a roda do ka) feito para nos proteger (ah, doce ilusão...) da verdade? E que verdade seria essa tão pecaminosa, que sempre que estamos perto de desvendá-la ela simplesmente desaparece? Ora, eu não sei. Nem sei porque estou falando isso, aliás. Deve ser porque eu ia fazer uma analogia com a minha mente, do tipo eu-quero-falar-sobre-algo-importante-mas-eu-não-consigo-nem-concluir-uma-frase-sem-desviar-do-assunto-principal. 

Então. Poderosas são essas letrinhas, esse conjunto de letrinhas em um fundo de tela branco. Eu achava que meu texto ia ficar melancólico, do tipo como eu estava me sentindo quando comecei a escrevê-lo. Ia ser uma poesia tosca, triste, quase vogon, pra reclamar do vazio da minha existência neste planetinha azul na borda brega da galáxia.  Mas foi libertador, de alguma forma. Continua sendo tosco, isso sem dúvida alguma, mas eu não me importo. Ele teve a sua funcionalidade, e acho que está na hora de acabar. “Mas já?”, você pode estar se perguntando. (Pode dizer, você estava achando graça da minha insanidade e da minha má escrita, né?) Sim, já. Eu acho que estou livre pra escrever outras coisas agora, livre pra falar o que eu sinto em outros textos mais concretos, menos loucos e mais... sérios. Não que eu preciso disso, mas às vezes é necessário. Cirurgia feita. Por enquanto, sem efeito colateral. Eu digo a verdade, você diz obrigada.

That’s all, folks.
"Eu acho que este texto reflete alguma coisa sobre mim: meu estado de espírito, talvez. Minhas incertezas. Meu poço meio vazio."

Parafraseando a mim mesma. 

ERROR 505 NOT FOUND.