segunda-feira, 15 de julho de 2013

Madrugada, senhora ninguém

E já faz um tempo, do qual eu nem me lembro, quando tudo começou a mudar. O ka é como um vento, ora amigo – como a brisa que precisávamos para aguentar um dia quente, ora impiedoso - como um furacão que destrói tudo repentinamente.
Não importa o quanto eu me questione, ou o quanto eu tente entender tudo. A verdade é que eu não tenho o domínio sobre nada, ah, mas sobre nada mesmo.
Enquanto isso, os ponteiros do relógio continuam a girar... Sempre para frente, sempre. O que está feito, está feito, não há uma Torre para mudar (será?).


Olho para mim e minha medíocre existência, sempre me questionando o que vivi ou deixei de viver, ou o que o futuro reserva para mim, se devo ter esperanças, se verei estrelas hoje ou se há nuvens demais para mim (por quanto tempo? Pra sempre? Isso não seria tempo demais?). Mas a Lua, a cada nova fase, um novo brilho de um pulsar... Mas sempre igual, no final. Sempre. O que pensar, então? Não pensar? 

Seria bom não pensar, e descansar... Pode apostar seu último real que sim. Seria ótimo. Venderia meu sono por isto, meus sonhos...
Talvez seja eu. Talvez seja comigo.
Não, isso não. Se há algo que aprendi com o fato de ter um outro “eu” no mundo tão parecido comigo quanto o universo permite é que eu não sou única. Não existe apenas a minha pessoa em determinada situação, e eu agradeço por isso – me torna humilde, de certa forma. Às vezes acho que não pertenço
(a este mundo)
(a qualquer outro mundo)
a lugar nenhum.
Deslocada, sempre. Estranha. Mas... O que me faz pensar que sou diferente? No fundo, eu não sou. E sei disso. Talvez seja esse o problema, afinal. I wish I was special, but I'm a creep, I'm a weirdo and... I'm just a human.


Não consigo descrever a angústia que sinto quando paro pra pensar sobre a vida, o universo, e tudo o mais. A sensação que tenho é de que é impossível ser feliz assim. Talvez esse seja o problema, então. Penso, logo existo, sofro, surto, vivo, não vivo, minto, sorrio, choro, enlouqueço, não esqueço, esqueço, envelheço.
Muitas dúvidas. Incertezas. Insegurança. 

Queria ter uma máquina do tempo.
E iria para onde? Futuro ou passado? Se tivesse de escolher apenas uma opção, qual seria? Acho que eu morreria na dúvida. Nem isso me ajudaria. Ah, como eu queria aceitar as coisas como são, o mundo como é, as pessoas com suas indiferenças e rotinas, a vida com suas reviravoltas, a rotina como vida... Mas eu não consigo. Consequência de quem pensa demais. Consequência de quem pensa muito em viver, e no que é vida, mas só faz pensar...

E deixa o tempo passar, porque é a única coisa que parece restar.
Esperar o tempo ir para nunca mais voltar. Porque o ka é uma roda, mas o tempo... Sempre para frente, sempre, pistoleiro. Acertando ou errando. Sendo feliz ou não.

I really want to go. There is another world, there is a better world. Well, there must be. Well, there must be. Bye, bye.

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