quinta-feira, 8 de agosto de 2013

À espera do disco voador

Algo sobre a madrugada: ela parece não ter fim.
Ou começo. 
Ou sentido.
Então, por que não preencher este vazio com palavras?
Posso tentar, mas é difícil escrever quando você não sabe o que quer dizer. Quando não sabe como se sente. Nem feliz nem triste: apenas respirando. E esperando o tempo passar, com a preguiça de dormir... 
Pudim. 19. Sonhos. Imaginação. Shine on you crazy Diamond? Escutei um barulho, não sei de onde veio. Estou ouvindo o que não existe? Palavras aleatórias. Sem conexão. Futuro passado presente buracos de minhoca a mostarda não está na geladeira por que cargas d’água e, céus, onde está o controle dessa televisão?
Já me perguntaram se eu não ia sair. Afinal, o dia não ia ser longo amanhã? Mas longo ele sempre é, ou curto (é mesmo? Tem certeza?). Isso me faz pensar em portas para outros mundos. Por que não existem? Ou existem? Por que sou tão infantil e boba e imagino infinitos universos e realidades existentes além da que eu vivo e existo? Será que é normal questionar tudo? Sempre? Será que é normal imaginar que há um sentido na vida e, droga, eu gostaria muito de saber qual é, mas isso faria perder o todo o sentido já inexistente em tudo, ou em nada, como preferir. A linha tênue entre
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ser ou não ser eis a questão. Por que ninguém faz um favor e responde a esse cara pra ser, porque não sendo ele não pode nem pensar, e a pergunta dele não existiria e (imagina isso!) eu não estaria escrevendo sobre qualquer coisa que viesse a minha mente às 3 horas da manhã (CARAMBA!) e vocês diriam obrigado, e eu diria de nada, e vocês não existem e eu digo a verdade.
Ufa. Às vezes acho que sou louca, de verdade, mas há outras loucuras além destas. No fim, acho apenas que eu sou preguiçosa demais para fazer qualquer coisa que preste, então eu escrevo sobre algo totalmente sem sentido e não preciso refletir muito sobre.
Sem vírgulas ou pontos ou coesão. Apenas aquele digitar descontraído da madrugada. Fala a verdade, menina, no fundo você é assim mesmo.
Um amontoado de “se” e “sem” e “sentido” e de palavras que você usa pra tentar ser livre. Desista. Você não vai conseguir. Agora está falando com você mesma. Sem a desculpa da irmã gêmea dessa vez, por favor. Não adianta negar.  
Hoje não parece quinta-feira. E nem dia nenhum. Mais um daqueles dias que não se encaixam na feira da semana. Nem no fim. Combinam com você, né? Deslocada.
Ok. Ok.
Comecei escrevendo em primeira pessoa e terminei na terceira e cá estou eu na primeira novamente. Há quem diga que há outras pessoas além destas. Isso mesmo, eu diria.
Desculpe-me, Português. Mas foi bom compartilhar o nada do meu sentido com o ninguém que está lendo.
“Meus pensamentos são estrelas que não conseguem se organizar em constelações.”
E a segunda lei? Uma bagunça. 
Eu sei.
Me representa.

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