I am not afraid to keep on living
I am not afraid to walk this world alone
Honey if you stay
Ill be forgiven
Nothing you can say can stop me going home
Aquele momento de puro desespero
Quando eu percebo que o sol se foi (há um bom tempo, na
verdade)
E tudo o que eu fiz foi equivalente a nada do que eu
realmente deveria ter feito
Sinto frio
(dê-me calor)
Sinto cansaço (por que não param de me ignorar?)
Sinto certa ojeriza de mim mesma – só por me importar com coisas
irrelevantes
Odeio todas essas palavras e essas frases e esse mundo
desconexo
Odeio o fato do meu cabelo estar uma droga e mais ainda por
eu me importar com isso
Odeio estar escrevendo esse texto
Mas foi a solução que eu encontrei para aliviar esse
estresse momentâneo
Essa sensação intensificada de solidão
(se nem minha irmã gêmea às vezes escuta o que eu falo,
imagina as outras pessoas?)
Apagando todas essas linhas esquisitas e começando de novo...
Mas não. É aquela velha história: palavras escritas, mundo criado
Saudades daquele tempo de inspiração, quando eu podia parar
e pensar e escrever coisas significativas
Agora tudo virou uma bagunça (bagunça sem fronteiras)
É uma bagunça boa, de fato. Melhor do que qualquer arrumação
por aí nos meus 20 anos repletos de crises existenciais
Aquela sensação fulgaz de que eu sou meu próprio algoz
E a vontade de rimar
De cantar
De dançar de maneira estranha
Por onde anda agora?
Perdida na imensidão do azul (não, eu nunca li um dicionário
na minha vida)
Do oceano
E do universo
Já estou na minha segunda folha de aleatoriedades,
certamente é hora de parar
Hora de por os pés ao caminho
Hora de abrir os slides e encarar uma verdade científica
É isso o que eu me tornei? Um punhado de loucura e confusão?
Ou eu sempre fui assim, e nunca percebi antes?
A verdade não importa. Mas acho que Blaine estava certo: a
verdade é um saco
Mas deixe-me lidar com isso, porque é isso o que eu sou.
Um caos sem fronteiras, repleto de mentiras contadas para
mim mesma para eu me sentir bem.
E dessa vez acho que é isso mesmo. Como nunca antes na
historia desta menina brega na borda brega da galáxia.
Uma sensação triste misturada com uma sensação feliz:
despedidas e expectativas, buracos negros e revelações.
É hora de parar. Obrigada pelos peixes.
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