Algumas palavras, para cumprir minha promessa. Não do jeito que eu gostaria.
Entretanto, nada.
(Rasurei algo sobre caos e nada)
Sou uma mentirosa. Eu não era.
Nunca apagava palavras. Hoje, apago. Um reflexo da ilusão que estou. Ou a máscara caiu?
Mudei.
Não sei se gosto do que me tornei (meu império de sujeira).
Mas agora eu tenho paz.
Viver de expectativa é melhor do que viver de nada. Preenche. Ah, essa megalomania.
O que falar quando não há o que reclamar?
silêncio
A tensão vai ser de 6,69...
(farei um backup, sim)
(estou quebrada, e a culpa foi sua, sim)
(só queria dizer adeus, e obrigada)
Hoje, apago palavras. Não sinto nada.
Em meio ao caos, moldei-me.
Vozes ecoam
"você está insuportável"
Sorrio. Sorriso irônico. Acho que estou bem.
Gostaria de ser boa só por ser. Não sei se sou mais. Ou se fui.
Esperei você.
Eu, esquecida nas costas. Tudo bem. É assim que tem que ser. Não acredita?
Seu ceticismo não me contagia. Mas agradeço por cada dia.
De alguma forma... Sinto-me viva.
Ganhei um livro sobre buscar o sentido da vida.
Meu oceano no fim do caminho é a leitura.
Há quem diga que eu não existo.
Há quem não sabe dançar.
Há quem não sabe dançar.
Há quem me diga: "Vida? Não me fale sobre vida".
Há quem faça tudo por mim... E eu, no além.
E há quem já não se importa mais. "Olha o foco!" Onde?
Hoje, bagunça sem fronteiras. E, em meio ao tudo e ao nada, tranquilidade.
A estrada tem um fim, mas não o avisto. Passo.
Em meio a flores e dores,
loucuras e dúvidas,
encontrei algo.
Siga em frente - li em uma placa. Era de madeira.
(imagine a história desta árvore)
Olhei para trás, de relance. Vi um pouco de mim em cada pedaço da estrada.
Cada sorriso e cada lágrima. Vinte anos. Lembro-me de quase nada.
O tempo é uma face na água.
Continue a caminhada, garota. Não há mais nuvens no céu.
É tempo de pôr os pés na estrada.
Tempo de seguir adiante.
O sentido da existência fugia pelo deserto, e a menina de óculos ia atrás.
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