Nova postagem. Meu recorde; nosso recorde.
Uma de minhas músicas favoritas tocando.
The killing moon will come too soon...
Difícil falar qualquer coisa depois de me afogar em um dos mais lindos oceanos de palavras.
Certas coisas não tem como dizer apenas um "obrigada", mas qualquer coisa além disso é impossível.
Rotina nova. Deliciosa.
Rotina nova que se tornará velha.
Em breve, se apagará da minha memória, como tudo que de certa forma já passou por mim.
Assustador perceber o quão momentâneo tudo é.
Fecho os olhos.
Curto a música. Não quero que acabe. Nada disso é real.
Medo do futuro. Medo de sentir medo... de viver em vão.
As coisas seriam tão simples se eu fosse simples.
Preciso decodificar o que está implícito nessa equação. Falta algo, a gente já conversou sobre isso.
Defeito de fabricação, talvez? Prazo de validade vencido? Às vezes o vazio é maior que a distância entre duas estrelas, mas fazer o quê? Eu faço o que está ao meu alcance.
Ou será que não?
Fugir é minha palavra de ordem. Ou talvez esperar. Eu não sei. Espero pelo nada. Não há conforto nisso.
Mais não's do que sim. Nenhum sim, essa é a verdade, eu estou enganando a quem?
Achava-me fria. Mas talvez não... talvez eu esteja apenas... congelada no meu próprio mundo.
Presa na tal caixa. Como um gato. Vivo e morto.
Vivo.
E.
Morto...
Perdi-me nos meus pensamentos. Bagunça, caos, entropia... organização. Tudo tem um sentido, tudo tem um motivo, uma explicação; pelo menos eu espero que sim. Mesmo que a peça do meu quebra-cabeças esteja perdida para sempre no espaço-tempo.
Não há nada mais terrível do que um quebra-cabeças incompleto; é um puzzle sem fim. Destrói aqueles que são mais sensíveis, aqueles que são esponja...
"Fate... Up against your will... Through the thick and thin."
Cada palavra dita, aquele sentimento de: eu já fui melhor nisso.
Falta-me inspiração. Ora essa, as árvores com as folhas coloridas e caídas no chão que une o velho e o novo não significam nada?
Eu olho, tudo está verde.
Pisco.
De repente, vejo cores: vermelho, laranja, rosa, amarelo...
Algumas não conseguem resistir.
Pergunto-me para onde vão toda a vida presente nas folhas caídas, as mesmas que nos fazem pisotear nelas... como se não fossem nada.
Mas elas são alguma coisa. Essa morte representa beleza.
A limpeza da natureza - todo o encanto do processo da vida, logo ali.
Minha mais nova temporada favorita. Eu esqueci como a gente chama "season" em português, algo me diz que não é como se fosse uma série de televisão.
Sinto-me sufocada.
Ignoro tudo e todos. Meu tempo, minha bolha particular - meu momento de permitir-me ser eu mesma.
"Ora essa, eu sempre sou eu mesma."
Sim.
Mas às vezes eu esqueço disso... Há tanta coisa acontecendo, e
ao mesmo tempo,
tudo permanece igual.
Outono: tempo de ser feliz. De agradecer por estar aqui a cada instante e poder observar a magia das cores e do chão colorido pelas folhas caídas.
A simplicidade como a escapatória fugaz do mundo-cão que é lá fora.
Do mundo que, desculpa, não é nada cor-de-rosa.
Do mundo em que a gente deposita fé nos Humans of Earth, mas que muitas das vezes eles agem mais como vogons estúpidos que só estão interessados no seu próprio umbigo.
Aquela sensação de "as coisas poderiam ser tão fáceis e certas como as folhas caem no outono". Mas não é assim. Nem na minha terrinha é assim
Sinto-me uma criança com olhos de águia. E dentes afiados, sempre pronta para destruir alguém com a minha sinceridade cortante. Nunca intencional, mas nunca pensado também. Odeio-me um pouco mais.
Ansiosa para que a neve chegue.
Gosto da beleza do outono e desse clima posso-usar-vestido-mas-também-posso-usar-casaco.
Mas agora quero mais o novo, quero desafio.
Odeio frio, achava que gostava, mas curtir algo diferente também faz parte do aprendizado.
Zero a minha redação.
Fugi do tema.
Que tema?
Os temas livres são sempre os mais complicados - falo sobre oceanos, quebra-cabeça e outono, e nada faz sentido. Algo está incompleto.
É a peça perdida... eu sou a peça perdida?
Aquela peça que nunca vai ser encontrada, porque simplesmente não é pra ser.
Sempre procurarei, e nunca encontrarei.
Tenho que lidar com isso. Lidar com meus nervosos, minhas paranoias, meus medos e anseios. Tenho que lidar com o fato de que a vida pode ser tão vazia quanto um domingo, mas que sempre é possível revirar um quebra-cabeça de mil peças a procura de solução - apenas pelo prazer de encaixar, de fazer ter sentido, de se sentir parte de alguma paisagem pitoresca ou embalagem.
Agora o defeito de fábrica tem ainda mais sentido. A peça sempre esteve faltando.
Rio um pouco - só um pouco.
Talvez isso seja o Nexo de tudo. Aquela hora em que você percebe que, mesmo que as coisas não pareçam reais ou relevantes, elas representam alguma coisa. Mesmo que quebradas... elas estão ali por um motivo. Pode ser uma paisagem faltando um pedaço de uma árvore em pleno outono, pode ser a falta de uma porta (para outros mundos) no casebre rosa de fim de estrada. Pode, até mesmo, ser a falta de um cara no alto de uma torre negra ou de um amor que nunca veio a existir... A verdade é que ser incompleto pode fazer parte do pacote, desde o começo e para sempre. Não devo temer isso.
Algumas pessoas são destinadas a ser assim.
Sinto-me mais leve.
Não digo que sou incompleta; não sou, não totalmente. É só que a busca por algo que nunca existiu - e isso pode ser qualquer coisa, como uma pecinha de lego, um sentido para tudo, uma razão para a existência - é a força que me propulsiona. Mesmo que eu saiba que nunca vou encontrar. Esse tipo de coisa só funciona quando a gente não está procurando, e isso obviamente não é o caso aqui.
Quando a gente menos espera, a verdade vem à tona. A touca perdida é encontrada; a meia é dada, e, assim, somos libertados. A verdade pode até ser descoberta, mas a Pergunta... ora, a Pergunta está intrínseca em todos nós, e é só isso o que importa.
O resto é para os loucos, que, como eu, nunca estão satisfeitos com respostas simples.
Estou disposta a me afogar no oceano da própria existência apenas em busca de algo que não existe, ou, se existe, não pode ser encontrado; apenas pelo prazer da procura, da espera de um dia o quebra-cabeça ser finalmente encaixado... Aquele dia em que eu olharei para a paisagem tosca da embalagem de papelão e sorrirei, como quem diz "eu só estava fazendo isso por fazer, não é nada demais".
Aquela risada sincera de quem é viciado em completar coisas e buscar sentidos da existência por aí.
Gente que olha pela janela do quarto e vê um mundo lá fora, e sorri, e chora, porque é esponja mas também é humano e também é dançarino.
Gente que é feliz pela ideia da busca, e gente que também é triste por pensar demais. Sou os dois.
Feliz e triste, vivo e morto. Morto por pensar demais, e vivo por pensar demais. Em ambos os casos, estou no lucro - sempre há o que ver. Há tanta coisa lá fora.
Faz parte da minha natureza ser assim (meio louquinha).
Não odeio tudo sobre você. É só aquele período do mês em que até as folhas coloridas caídas no chão me fazem chorar porque é tudo lindo demais. Amo tanto você que me sinto um oceano de tanta loucura só em pensar nisso. rommie, sister, best friend. troy&abed in the morning, remember?
Mais uma das minhas músicas favoritas toca.
Love will tear us apart... again.
Hora de dizer até mais - e obrigada pelos peixes.
Eu queria que a trilha sonora acabasse logo, para ouvir mais uma música que amo tanto quanto eu amo arroz com feijão, estrelas e nuvens que parecem algodão-doce.
Aquela música que é linda mesmo que o mundo seja louco.
Como eu.
Worn out places
Worn out faces
Bright and early for the daily races
Going no where
Going no where
Their tears are filling up their glasses
No expression
No expression
Hide my head I wanna drown my sorrow"
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