quinta-feira, 16 de outubro de 2014

De um mês atrás: adeus permanente

"O vento está do outro lado da fechadura. E aqui, de onde ele vem? De toda a eternidade. E da Torre Negra."


Faz frio lá fora.

E está chovendo um pouco, também.
Ouço risadas. E pessoas falando em outra língua.  
Valorizo as vantagens de entender e não poder ser entendida. Outsider, mas nem tanto assim.


Enquanto isso, deveria estar escrevendo sobre saudade; e sim, estou negando isso ao máximo.

Não vejo porque adiantar qualquer sentimento do tipo. 
Daqui a pouco é aniversário da minha avó e casamento do meu primo, tudo num dia só. Fico feliz porque eles se distraem, enquanto eu tenho milhares de afazeres - que sempre são adiados - pra se resolver.


Ouço Free Bird. Vejo fotos antigas. Cada minuto tentando entrar no clima saudosista que o professor exigiu. Não é tão difícil, porém. O problema é a minha memória (a minha memória é sempre o problema).

Acho que isso é um brainstorming. De nada. Por nada.


Tick Tock, ninguém bate na porta.

Mais um Twix acaba. 
Silêncio. 
Rio das tolices da minha irmã - a cada dia que passa me surpreendo mais.


Odiando todas essas palavras. Acho que esses grilos não me ajudam a pensar. Acho que os meus neurônios não me ajudam a pensar.

Nunca me senti tão sufocada quanto agora: queria aproveitar a noite lá fora e gritar para o mundo.
Talvez o problema seja esse: gritar o que, para quem?
Ora essa, não precisa de razão. 


É. Só. Uma. Questão. De. Pensar.



loucura

silêncio
barulho
noite
(meu professor disse que listar palavras é bom, e que às primeiras não fazem sentido)
Ouço um ruído.


Hora de dizer adeus temporariamente.







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