Olá. Sem pressão, desta vez. Ou eu deveria simplesmente dizer pressão constante, e, assim, resolver da forma que sempre costumo lidar com os problemas da Termodinâmica?
Não sei. Cansaço define. Excesso de pontuação, também. Desculpe, isso é um hábito criado desde que eu li o meu primeiro "grande" livro, há alguns anos atrás: A Menina que Roubava Livros. Talvez esteja na hora de reler a trilogia de cinco livros do Douglas Adams, e suavizar a alma, e consequentemente a minha escrita. Deixo pra mais tarde.
Vontade de ir pro habitual, só dessa vez. Acredite, caro leitor inexistente, isso demanda um esforço colossal da minha parte. Não é de mim fazer um "post diário sobre o meu dia" (até porque, convenhamos, quase nunca acontece alguma coisa no meu dia). Mas sei lá, às vezes é necessário forçar uma parametrização de curvas, só pra ver se o resultado final é o mesmo. E neste caso acho que sim, porque oras, aqui estou eu, devaneando sobre a minha escrita, e quer coisa mais clichê nos meus textos do que isso? Enfim. Voltando ao ponto, que não está nem definido no R3, mas talvez seja porque eu nem pensei em nada dessa vez. Está diferente, mais devagar. Talvez a arte imite mesmo a vida.
Sinto somo.
Sinto preguiça.
Sinto... cansaço. Cansaço e uma certa melancolia, que não consigo explicar. Nem sei porque está aqui, como o garoto espichado que passou a ser da Lisey. Não curti, achei ofensivo, pode deletar dessa empresa chamada vida.
"Eu quero te ligar, eu quero algo pra beber. Algo pra encher, algo que me faça acreditar."
É isso. Falta-me algo, algo para preencher este espaço vaziozinho que algumas pessoas gostam de chamar de coração. Ou cérebro, não importa. Não tenho pra quem ligar. Mas odeio falar ao telefone, então neste caso acho que tanto faz. Sorrio. Um sorriso meio torto.
Não é muito confortável falar sobre isso aqui, acho que é exposição demais, e ninguém é obrigado a ler. Pode fechar a janelinha porta campainha ding dong e ler algo mais interessante do que essas frases desconexas e deprimentes criadas por mim, eu não faço sentido, nem as minhas palavras. Foi mal.
Eu só queria não estar com preguiça de dormir. Você pode achar isso um absurdo vestido de cor-de-rosa, mas é a verdade. É um tanto paradoxal: quero fugir pra Terra dos Sonhos, dormir, tentar ser livre e feliz no meu subconsciente, viver outros mundos além destes, mas... então, por que tanta preguiça? Talvez eu saiba, talvez seja justamente por eu não querer voltar pra realidade depois. Ora, a realidade é tão cruel assim, querida e adorável gêmea? Eu digo que: não, é claro que não. Mas a realidade é... sagaz. Ela consegue sugar a nossa essência, um pouquinho de cada vez, e sempre de forma mais dramática (e tudo não se trata de um texto, não fique bravo comigo, leitor-mais-feliz-do-dia).
"Somos esponjas." "O ruim de ser esponja é a tristeza das mazelas, mas eu me curo, aprendi isso. Me curo com o prazer, quase que orgasmático, de um breve e simples detalhe da existência, das cores do dia, da risada gostosa e sincera. E nisso não me limito a mim mesma."
Talvez o crime maior seja a expectativa. Não se deve alimentar. Nunca. "Todas as esperanças e expectativas, buracos negros e revelações". Bah, a letra deve estar trocada, mas é madrugada, então vamos considerar.
É terrível também a ausência de perspectiva de melhora. E não, não é uma frase egoísta, não se você projetar no plano certo. Faz todo o sentido, eu não preciso dizer mais nada. Cansei de me justificar, por hoje é só, talvez eu esteja mais malvada do que nunca antes na história deste país.
Às vezes faz bem.
Quanta arrogância pra um dia só, garota.
Eu sei.
Estudo ensandecido, trabalho cansativo, time perdendo de goleada, a arte de ser(mos) ignorada(s), o estresse acumulado, a solidão compartilhada, o fingir que não se importa. Até quando negar que tudo isso me afeta?
Eu sei.
Estudo ensandecido, trabalho cansativo, time perdendo de goleada, a arte de ser(mos) ignorada(s), o estresse acumulado, a solidão compartilhada, o fingir que não se importa. Até quando negar que tudo isso me afeta?
O que você sente, eu sinto, e isso me incomoda. É assim que ser esponja é. Vantagens e desvantagens, como tudo na vida. Seria uma pena se tudo fosse tão... "na mesma".
É uma concentração saturada.
É uma concentração saturada.
Preciso expurgar tudo o que está preso, quase condensado, maciço.
Queria falar sobre céu de baunilha, mas só consigo sentir cheiro de café. Café amargo e forte. Desculpa, quem sabe na próxima eu não peço café misturado ao leite e com pão torrado do jeitinho que meu pai faz. Delícia que só.
"Preto no branco, branco no preto, bolinha colorida, onde você foi parar? Por que está assim tão isolada? Não gosta de mim? Vem cá brincar!"
"Não, não quero ir."
Hora do show terminar. Confesso que nunca odiei tanto as minhas palavras quanto agora. Malfeito, feito. Mas algumas coisas simplesmente são necessárias. "Bool de sangue, babyluv."
Bool de sangue.
Bool de café.
Café com aroma de... nada.
Tudo.
Nada, nada, nadinha, nadão. Ausência. Excesso de nada é... tudo, certo? Então o nada não existe.
Talvez eu não exista.
Tudo-ao-mesmo-tempo-agora, a melancolia que me atinge e que não quer me largar. Suplico por liberdade. Cansei de pensar alto, agora é por conta das palavras, podem começar a se virar sozinhas. Deixem as asinhas crescer.
Deve ser por isso que faz-se necessária a escrita deste texto azedo. Culpa do meu jeitinho blém-blém de ser.
Deve ser por isso que faz-se necessária a escrita deste texto azedo. Culpa do meu jeitinho blém-blém de ser.
Não posso fazer nada se eu sou assim meio... irresistível e engraçadinha. Só que não. Mesmo.
Queria falar sobre nuvens de algodão-doce, mas as transformei em tempestades de café amargo. Desculpe-me pelo inconveniente, já não estamos mais em horário comercial. Volte novamente mais tarde, e compre seus ingredientes infalíveis e sorridentes. Por enquanto, sua receita estará incompleta. Sem açúcar, sem afeto, sem amor. Um pouco de azedume, pra dar o charme especial. Por conta da casa, show?
Mas só por hoje, eu prometo. Hoje é feriado nacional na terra do Vamos Tentar Jogar o Jogo do Contente e Ver que Somos Poeiras Estelares Tudo É Lindo e Azul. Permitindo-me entristecer.
A Fada Verde vai me salvar. Ou me mandar para baixo do rio.
A Fada Verde vai me salvar. Ou me mandar para baixo do rio.
Espero que esse feriado maluco tenha prazo de validade, e que acabe logo. Espero mesmo, de coração. Ou de dois, porque vai que eu sou uma Senhorita do Tempo.
Ser esponja.... não é fácil. Espero mesmo que esse feriado esquisito acabe, porque olha...
ResponderExcluirEspane.
Obrigada pelos peixes, Ivy. <3
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