Não quero o que me torna vulnerável.
Não quero depender de nada e nem de ninguém pra ser feliz.
Não quero me irritar com o natural, com a vida, com as pessoas.
Não quero depender de um texto pra lavar a alma, não quero.
Não quero uma resposta, não quero palavras, não quero pensar, não, por favor, não quero.
Achei que desabafar fosse me fazer bem, geralmente faz. Mas se nem isso tá dando certo, o que fazer? Aceitar que já não depende mais de mim? Tudo bem, então.
Eu já perdi o controle. E não há outros controles além destes.
Pronto, eu assumo. Não adianta mais negar que está tudo bem, porque não está.
Não adianta fingir que eu não me importo, porque eu me importo.
Mas eu não quero me importar... E gira a roda do Ka.
Por que cargas d'água eu estou rimando? Tenho algum problema? E por que uso sempre metalinguagem? Tenho algum problema?
Querida, você tem muitos, e todos na sua mente.
Eu sei.
Depois de dias muito ensolarados e quentes, hoje choveu.
Ainda está quente, entretanto. O Tempo não está nem aí (talvez o tempo nunca esteja por aí, mesmo).
Acho que estou anestesiada.
Mas eu não quero estar. Não dessa vez.
Quando eu digo que não quero, eu digo a verdade, e eu digo obrigada.
Não sei de nada, nem quero saber.
Não quero nada, mas também não quero tudo. Eu só queria (não) querer.
Blaine é um saco. Essa é a verdade.
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