sexta-feira, 12 de agosto de 2016

flashback friday

há um ano, voltei
e eu não cabia em mim
ou aqui
hoje, eu acho que me encaixo
não sinto muito
não me sufoco
não transbordo
é bom, né? não me sentir derramando
não ver minha alma se transformar em lama
estou calma
não sofro por dor, ou por amor, ou desamor
encarei o rosto daquele que não conseguia olhar por um segundo sequer
você não me pertence mais. você não me destrói mais. você não significa nada pra mim. 
você não tem nada, nada demais. 
eu via o universo em você, enquanto eu era apenas eu. hoje, você é só você. não fico feliz e nem triste por você ver o universo em outra pessoa. não sinto nada além da estranheza de, um dia, ter tido você como o infinito, o buraco negro supermassivo, a física existente em todo o lugar. o seu magnetismo me rendeu palavras como essas, em plena madrugada, depois de um dia tranquilo, depois de um ano lutando para esquecer você. por um ano, te evitei. hoje, encaro-te: você é, finalmente, uma pessoa ordinária. olho nos seus olhos e finalmente enxergo que, neles, está refletido o universo. 
e adivinha? eu sou o universo. 
você é apenas você: um estranho que eu um dia conheci e, hoje, nem quero reconhecer.

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