sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Estações do bool, destino ignorado

Eu queria entender. Mas eu não posso.
(O  mundo não é uma fábrica de realização de desejos)
Eu queria me surpreender. Mas estragaria a surpresa.
(Veja bem, eu odeio surpresas)
Eu queria não ter medo do que eu quero. Mas eu não sei o que quero.
(Quem não tem medo de palhaços à meia-noite?)


Sempre eu, o que quero, se estou feliz, se estou arrependida, se eu vi aquele filme, se li aquele livro... E aquela música, eu já não ouvi em algum lugar? E o que eu escrevi ontem? Estou deprimida? O batom tá borrado?
(O ka é uma roda, sempre a girar. Eu sou o centro. Meu egoísmo, meu mundo.)


Eu queria correr. Mas tenho preguiça.
("Você é o que você come" Sou uma delícia. Não sou saudável)
Eu queria um mundo que não existe. Mas eu preciso me contentar com o que tenho.
(Meus livros meus filmes minhas bandas meus outros mundos além destes)
Eu queria o tudo. Mas o tudo não existe.
(O nada sim)


Sempre as mesmas dúvidas, os mesmos questionamentos, as mesmas ilusões... Com apenas algumas diferenças, mas no fim é tudo igual. O sol é o mesmo no crepúsculo e na aurora. A Terra continua girando em torno do Sol, um dia tem o mesmo número de horas, a semana possui os mesmos dias, sempre. Às vezes isso é sufocante, porque não há como fugir. Nunca serei livre.
(Talvez aceitar a minha condição de ser eu - e não outro alguém - seja a liberdade, afinal)


Eu queria fazer sentido. Mas eu sou humana.
(Penso, logo existo... Será mesmo?)
Será que as plantas pensam? E os animais? E as pedras? Dizem por aí que não. Sinceramente, eu não posso afirmar nada. "Isso é ciência, menina. É lógica. Pare de duvidar do que é real" As pessoas estão sempre certas de tudo.
Enquanto eu não tenho certeza de nada.
Inveja.

Sou mesmo uma maluca, engatilhando sempre que não é necessário. Bool bom, babyluv.

Eu queria parar. Mas eu não tenho controle.
("você é o que você escreve" Sou uma bagunça. Achava que não sabia nada, mas pelo menos isso eu sei. Uma rosa, uma chave, uma porta. Pelo menos isso eu sei.
Pelo menos isso eu sei.)







2 comentários:

  1. Tantos questionamentos pra pouca certeza, aliás, nenhuma certeza. Compartilho dos seus sentimentos apesar de não saber como colocar em palavras.

    Engatilhando sempre que não é necessário? aí você desperdiça, não pode.

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    1. Aí é que está, Ivy... Desperdiçando sempre. Mas enfim, a vida é isso, let it be. <3

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