Aquele momento quando tudo o que você faz consiste na emergência de fugir.
Gritar, rasgar os papéis, correr.
Por que não simplesmente chorar? Mas nada é suficiente.
O medo e o pesar do vazio me consomem de tal forma, incineram-me por dentro.
A faísca é o desespero, o caos já começou. Todas as substâncias necessárias para o estopim já estão distribuídas: oxigênio... fogo... e BOOM!
E agora?
A fuga parece mais do que crucial, e ainda assim não consigo agir. A fumaça sufoca, desorienta e atormenta.
Mas não se engane, não se iluda. Respire.
Respire outra vez, mais lentamente.
A realidade sorri, de forma sarcástica. Tudo não passava de um pesadelo, apenas. Palavras, palavras, realidade ou fantasia?
Linha tênue entre o crepúsculo e o amanhecer. Tic, toc, tic, toc.
Hora de começar.
De novo.
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