Eu apenas não entendo.
Esforço-me, mas logo canso.
Não entendo o que eu sou, ou quem você é.
Vejo todas as cores iguais.
Às vezes, encontro-me perdida num caminho sem saída;
onde tudo vai, e eu fico.
E a rotina permanece comigo, como se fosse a única parte de mim
que nunca vai embora.
É um problema pessoal, como se fosse um
defeito de fábrica.
Afinal, se tudo é sempre tão igual, é porque eu não fiz nada para mudar.
Porque, no fundo, eu gosto da segurança da rotina.
E é por isso que eu sei que não importa onde eu esteja,
continuarei vendo as mesmas cores,
imaginando as pessoas da mesma forma,
sentindo os mesmos vazios.
E tudo isso sem motivo, sem sentido.
Esforcei-me, mas já estou cansada. Não há objetivo em nada,
resta-me apenas a rotina. A boa, a má.
Mas, ora essa, o que é a vida senão uma rotina?
Viver um dia, e depois outro,
e outro.
E estar em paz por simplesmente existir. Mesmo que eu não compreenda.
Não é preciso entender para continuar seguindo o caminho.
Porque, de repente, o meio vale mais do que o próprio fim.
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